Modificado em: 20 janeiro 2011

A Praça é Nossa – Quadros e Personagens

Uma das principais características do brasileiro é o seu bom humor. Ao longo dos anos, tivemos diversos artistas que se destacaram nos mais variados tipos de humor, e ainda hoje os programas de humor tem grande destaque na programação das emissoras de tv. Na Rede Globo temos o Zorra Total, na Band os humorístico CQC e É Tudo Improviso, na Record o Legendários, na MTV o programa Comédia MTV e o Quinta Categoria, e o SBT com seu tradicional A Praça é Nossa.

O programa A Praça é Nossa estreou na televisão em 1957 no canal TV Paulista, sendo comandado por seu criador até o começo dos anos 70. Até então a atração já passara pela TV Record e TV Rio. Depois de um tempo fora do ar, voltou a ser exibida em 1977-78 pela Rede Globo, desta vez apresentada por Luís Carlos Miele.

Em 1987 o programa foi remontado na Rede Bandeirantes com o título Praça Brasil, apresentado pelo filho de Manuel, Carlos Alberto de Nóbrega. Depois de quatro episódios, Carlos Alberto se transferiu para o SBT, onde montou um novo programa com o mesmo formato: A Praça É Nossa. O humorístico estreou em 7 de maio de 1987. Permanece no ar desde então.

Confira abaixo os quadros do programa.

A Nova Rica:
Quadro criado para Andréa de Nóbrega que satiriza a mulher que casada com um milionário e que vive essencialmente para gastar a fortuna do marido.

A Tagarela:
A maravilhosa Nany People passa a freqüentar a praça, mas em todas as conversas que tem com Carlos Alberto de Nóbrega não o deixa falar nada. O grande problema é que, como só ela fala, acaba levando a prosa para assuntos que invariavelmente deixam Carlos Alberto numa tremenda saia-justa.

A Turma do Café com Bobagem:
Oscar Pardini, Zé Américo, René Vanorden e Ênio Vivona, imitam e satirizam as mais diversas personalidades do mundo artístico, político, esportivo e social, procurando trazer à praça aquilo que está em mais evidência nos jornais e colunas do momento.

Cabrito Tevez:
Criado por Alexandre Porpetone, Cabrito Tevez é uma sátira ao jogador Carlito Tevez. No quadro, Cabrito Tevez sempre procurar arrumar uma desculpa para voltar ao Brasil e quando a situação pesa para o seu lado procura safar-se com seu bordão “la pregunta?”

Deputado João Plenário:
Criação do ator e comediante Saulo Laranjeira. é uma sátira e ao mesmo tempo uma crítica à síntese da imagem do político brasileiro. Com um discurso ininteligível, João Plenário procura explicar – com as desculpas mais esfarrapadas – todas as falhas políticas e morais que a maioria dos políticos cometem.

Eta Fuminho Bão:
A dupla de comediantes Paulo Pioli e Clayton Silva,, vêm a praça na pele de dois caipiras, que são compadres, e à medida em que vão picando e enrolando fumo de corda vão comentando fatos de suas vidas, acabando sempre por incluir carlos alberto no meio deles.

Ex-gay:
O comediante Otávio Mendes interpreta um ex-gay, que comenta seus perrengues com sua nova opção sexual. Mas, apesar de acreditar de fato ter se transformado num “hétero”, não percebe que vive tendo “recaídas”.

Explicadinho:
É uma reedição do personagem eternizado por Rony Rios, por ora com a interpretação de Marcelo de Nóbrega. trata-se de um homem extremamente metódico e prolixo, cuja maior obsessão é conhecer qualquer fato dentro dos seus “mínimos detalhes”.

Jeca Gay:
A criação e interpretação Moacyr Franco é o simplório e inocente matuto, que trabalha na lavoura, e que vem contar suas dificuldades em se adequar à cidade grande ao mesmo tempo em que é explorado, sem que perceba, pelo impiedoso amigo malão.

Magela:
O comediante Magela, deficiente visual, conta casos engraçados da sua vida e do que ele diz “ver’ acontecer com as pessoas.

O Mano e a Mina:
O Mano, interpretado por Tuca Laranjeira, e a Mina, vivida por Renata Takahashi, são uma dupla de funk que sempre está precisando de dinheiro. Toda semana, eles querem aplicar um golpe diferente no Carlos Alberto ou tentam convencê-lo, de alguma maneira, a dar dinheiro a eles.

O Saideira:
Giovane Bráz interpreta um bêbado divertidíssimo, que sempre vem contar a Carlos Alberto suas aventuras boêmias.

Os Árabes:
Ênio Vivona e Rêne Loureiro protagonizam uma dupla de primos árabes cujo maior desejo é o de contar piadas. As piadas contadas por Ênio são as mais sem graça possíveis, porém René gargalha em todas elas, segundo ele, não pela graça, mas por causa do “jeito” que seu primo conta.

Patrulha Maluca:
a turma da Patrulha Maluca, formada por Durão, Rapadura e Bananinha, sempre diverte Carlos Alberto com suas palhaçadas. A trupe ainda tem um carro completamente louco, que até dança!

Paulinho Gogó:
Maurício Manfrini, o carioca malandro e suburbano, relatando suas histórias e deixando claro o eterno bom humor do carioca diante de qualquer situação.

Shop Man:
Oscar Pardini satiriza o vendedor dos informeciais que infestam a televisão, enquanto Zé Américo satiriza os incautos que consomem os produtos por ele apresentados.

Xaropinho:
O famoso ratinho, que ganha vida pelas mãos de Eduardo Mascarenhas, está frequentando a Praça e faz inúmeras piadinhas durante todo o programa.

Zé Bonitinho:
Personagem criado e interpretado por Jorge Loredo, que mostra o protótipo do “homem fatal”, cheio de tiques peculiares. Zé Bonitinho é aquele pelo, sem exceção, todas as mulheres se apaixonam e se tornam capazes das maiores loucuras só para conseguirem ao menos ganhar um sorriso.


Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook