Atualizado em: 10 maio 2011

Software detecta derrame cerebral

Os pesquisadores da Universidade de Calgary disseram que o aplicativo para iPhone, chamado ResolutionMD Mobile, que também está disponível para iPhone, pode ser útil no ambiente rural.

ResolutionMD MobileA Universidade de Calgary, Canadá, desenvolveu um aplicativo para dispositivos portáteis com o sistema operacional Android que permite diagnosticar um derrame cerebral com quase o mesmo nível de precisão que os aparelhos médicos.

O Dr. Ross Mitchell, que desenvolveu o software originalmente para o iPhone, disse através de um comunicado que “esta aplicação permite diagnóstico avançado e nossos estudos mostram que tem entre 94 e 100% de precisão, em comparação com uma estação de trabalho médico para o diagnóstico de AVC agudo“.

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Além disso, Mitchell acrescentou que “em uma emergência médica, o processamento de imagens médicas desempenha um papel fundamental no diagnóstico e tratamento, e o tempo é fundamental no atendimento do acidente vascular cerebral agudo, onde cada minuto conta”.

As conclusões de Mitchell  são baseadas em um estudo conduzido pela Dra. Mayanak Goyal, também da Universidade de Calgary, onde dois neuroradiologistas analisaram ​​em uma estação de trabalho médico e em um iPhone, 120 exames de tomografia computadorizada não contrastada (NCCT) e 70 angiografias de tomografia computadorizada (CTA).

A doutora Goyal disse que eles “ficaram surpresos com a capacidade deste software para detectar detalhes sutis no CTA, que muitas vezes são muito críticos no manejo de pacientes. Outro ponto forte desta plataforma foi a sua capacidade de lidar com facilidade e de forma massiva com conjuntos de mais de 700 imagens”.

O aplicativo faz todo o trabalho de computação em tempo real e os médicos podem ver e manipular imagens médicas em segundos, enquanto que em aplicações similares, é preciso esperar cerca de 20 minutos para fazer o download dos dados.

O software está sendo licenciado pela Calgary Scientific, e a empresa espera nos próximos 24 meses, mais de 50 mil hospitais em todo o mundo o tenham instalado em suas redes.

O estudo da doutora Goyal aparece na última edição da revista médica “Journal of Medical Internet Research”.

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