Atualizado em: 15 julho 2011

Russos querem construir nave espacial com energia nuclear

A agência espacial russa, Roscosmos, lança um concurso para desenvolvimento de uma nave espacial interplanetária movida a energia nuclear para chegar a Marte.
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Roscosmos_LOGOA agência espacial russa, Roscosmos, lançou um concurso para desenhar a primeira nave espacial alimentada por energia nuclear, destinada ao voo interplanetário.

Os resultado do concurso será conhecidos este ano, informou hoje a Roscosmos seu website, mas não está claro se empresas estrangeiras também podem participar.

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O vencedor do concurso verá o início a construção da sua nave este ano, com prazo de conclusão para 2015, e pode gastar até 805 milhões de rublos (pouco mais que 48 milhões de Reais).

No 50 º aniversário do primeiro voo de um homem ao espaço em 12 de abril de 1961 pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin, a agência espacial Roscosmos anunciou sua decisão de concentrar seus esforços das próximas duas décadas na conquista de Marte.

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Para este fim, os russos planejam desenvolver uma nave espacial tripulada com propulsão nuclear, o que permitiria o voo interplanetário (65 milhões de quilômetros) durante um período de tempo 20 vezes menor.

“É um projeto único. Um voo a Marte utilizando um motor convencional levaria muito tempo”, disse Anatoly Perminov, chefe da Roscosmos, agência espacial russa.

A nave espacial levará astronautas à estação espacial de 500 toneladas que a Rússia pretende construir perto do planeta vermelho e poderá acomodar uma tripulação de quatro pessoas por dois anos.

A obsessão do homem com Marte nasceu há muitos séculos atrás, mas somente em 1964, graças à sonda norte-americana Mariner 4, o mundo conheceu as primeiras imagens da superfície fria do deserto de Marte.

A URSS, que tinha com os EUA uma tensa corrida espacial durante a Guerra Fria, foi o primeiro país que conseguiu pousar um módulo de potência (Mars 3) no solo marciano, em 1971.

Como é sabido até agora, Marte, que tem sido comparado à Antártida pelas suas temperaturas baixas, contém gases, minerais e água líquida, o que faz alguns cientistas ponderarem que é possível sustentar a vida humana no planeta vermelho.

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