Atualizado em: 15 julho 2011

Obama engrossa com os hackers

O governo dos Estados Unidos resolveu endurecer com os hackers, apresentando um projeto de lei que pretende punir com pena mínima de três anos e declarar estes indivíduos culpados por antecipação sobre a alegação da proteção da segurança nacional.

national-security-agency-sealDepois de  tudo que temos visto sobre WikiLeaks, Anonymous e os recentes ataque à Sony e à Amazon, além de todos os movimentos que afetaram a segurança de organizações nos Estados Unidos, o governo de Barak Obama está decidido a endurecer muito com este tipo de ação dos hackers. Com o fim de erradicar o dano substancial que este tipo de ataque ocasiona nas infraestruturas do país, Obama apresentou ao Congresso, uma proposta legislativa que propõe pena de prisão obrigatória com um mínimo de três anos para todos os hackers.

Mas não é só isso, o governo também apresentou um projeto de lei para reforçar a segurança dos dados governamentais contra possíveis ataques, propondo uma espécie de imunidade em matéria de responsabilidade civil à todas as empresas de infra-estrutura crítica (ou seja, empresas defesa, segurança e econômica do país) para que haja um intercâmbio contínuo de informações com o governo através da Homeland Security.

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Em todo o caso, por trás desse movimento, está claro que há uma necessidade deste país para melhorar sua segurança cibernética, uma vez que todos temos visto a vulnerabilidade de seus sistemas. Para os hackers, esta é uma medida sem precedentes, como a de declará-los culpados sob a alegação de “segurança nacional”, com o agravante de não haver possibilidade de redução da pena ou de compensação, como penas alternativas, tornando a figura do “ladrão” de computador, um criminoso “especial”, sem vários dos direitos fundamentais dos cidadãos norte-americanos.

Em suma, o governo dos Estados Unidos quer com essa medida, intimidar os hackers com a temida ameaça da “segurança nacional”, que sempre nos remete as histórias macabras que ouvimos sobre a prisão de Guantânamo.

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