Atualizado em: 27 janeiro 2012

Nokia testa carregadores solares em seus telefones

Os testes foram realizados em cinco lugares diferentes no mundo, e de acordo com dados recolhidos, no momento não é algo viável

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Ano passado a Nokia demostrou as possibilidades do uso de carregadores solares como fonte de energia alternativa em seus telefones. Os testes foram realizados em cinco lugares diferentes no mundo, e de acordo com dados recolhidos, no momento não é algo viável, embora uma solução para o problema possa estar prestes a ser alcançada.

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Para testar os carregadores solares, a Nokia analisou o uso e a carga dos telefones de cinco pessoas em diferentes partes do mundo. Estes dispositivos, que tinham o codinome Lokki eram versões modificadas do Nokia C1-02. Ou seja, foi usado um telefone de baixo custo, em vez de um smartphone com Symbian ou Windows Phone.

Os aparelhos tinham painéis solares e um software que armazenava informações sobre a energia solar coletada cada dispositivo.

Testes em 5 regiões do globo

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A empresa tentou verificar como o sistema de carregamento solar se comportava em diferentes cenários. Portanto, dois telefones foram enviados para o Círculo Polar Ártico, um para o sul da Suécia, outro para o Quênia e o último aparelho foi utilizado no Mar Báltico.

Assim, foi possível observar que “carregar um telefone usando apenas um painel solar na parte traseira é possível, mas um desafio”, nas palavras da Nokia. O maior desafio é o pequeno tamanho do telefone, o que limita a área disponível para o painel solar. Atualmente é possível manter o telefone ativo e fazer chamadas durante um período de tempo muito restrito.

Estilo de vida influencia na eficiência da carga

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O telefone mais eficaz foi aquele usado no Quênia (África), tanto por haver mais luz solar, como pela atividade profissional da pessoa que realizou os testes, um guarda florestal. Como ele não precisava mover o telefone com frequência, era mais fácil expor o telefone ao sol, tornando assim mais fácil para carregar. Com isso, fica claro que a eficiência não depende apenas do clima e da quantidade de luz solar recebida, mas também a inclinação e até mesmo o estilo de vida do usuário.

Portanto, os resultados obtidos não foram tão ruins quando o usuário podia levar o telefone exposto a luz solar ou ambiente, como por exemplo, pendurado no pescoço. No entanto, a própria empresa reconhece que esta solução não é necessariamente a mais elegante ou desejável, por isso é necessário encontrar uma outra forma de carregar os aparelhos de forma mais eficiente.

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