Atualizado em: 4 janeiro 2011

Nariz Artificial Ajuda a Detectar Mal de Alzheimer

Ao saber da notícia sobre o desenvolvimento de um nariz artificial, obviamente esperamos que ele detecte qualquer tipo de odor, certo? Pois bem, cientistas espanhóis apresentaram um dispositivo capaz de detectar incêndios, substâncias tóxicas, produtos estragados, entre outros.

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Porém, o que mais impressiona é sua aplicação em diagnósticos de doenças em estágios iniciais, como o Alzheimer. Um dos primeiros sintomas desta doença degenerativa é a perda do olfato e, por tanto, conhecer o nível de percepção de odores de um indivíduo pode ajudar a detectar não só esta, como outras enfermidades.

Até agora, só era possível testar a capacidade olfativa de uma pessoa através de dados retirados de ressonâncias magnéticas, mas esta técnica nunca foi muito exata. Agora, graças ao nariz artificial, será possível determinar o quanto uma pessoa é capaz de cheirar.

O aparelho foi desenvolvido pelo do Grupo de Neurocomputação Biológica, da Universidade Autônoma de Madrid, e se conecta por USB a um PC que recebe os dados sobre o nível de odor percebidos pelo paciente. Assim, através de um software, o médico pode medir o nível de percepção e coletar dados mais precisos para diagnosticar doenças distintas.

Outra peculiaridade do nariz artificial, desenvolvido com ajuda da empresa Deutecno Noses, é que ele cabe na palma da mão. Seus criadores explicam que o dispositivo é o menor do mundo e que até agora outros cientistas só haviam conseguido construir dispositivos similares com custos muito altos e/ou muito grandes.

Além das aplicações citadas acima, o nariz artificial destaca-se no uso por empresas que trabalhem com petróleo, água, saúde e alimentos, sem falar no potencial da aplicação na área de segurança, como na detecção de explosivos, drogas ou outras substâncias nocivas, busca de sobreviventes em catástrofes, entre outras.

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