Atualizado em: 31 março 2011

Google violou política de privacidade

O acordo anunciado quarta-feira com a Federal Trade Commission (FTC), exige que a Google estude tanto os seus serviços atuais e qualquer novo serviço para determinar se eles apresentam riscos para a privacidade dos usuários

A Google concordou em adotar um programa global para proteger a privacidade de cargos federais que o acusam de ter enganado as pessoas e violar a sua própria política no que diz respeito à intimidade, quando lançou no ano passado uma rede social chamada Buzz.

 

BUZZ, O VILÃO

buzzA empresa provocou uma intensa reação dos clientes quando integrou o Buzz ao seu serviço de correio eletrônico, Gmail, em fevereiro de 2011.

publicidade:

O serviço criou automaticamente círculos públicos de amigos com base em seus contatos do Gmail mais frequentes, porém muitos usuários reclamaram que eles não queriam que todos os seus contatos, que podem incluir os ex-cônjuges, os médicos, os empregadores e recrutadores, como parte de uma rede social a vista de todos.

 

O ACORDO

O acordo anunciado quarta-feira com a Federal Trade Commission (FTC), exige que a Google estude tanto os seus serviços atuais e qualquer novo serviço para determinar se eles apresentam riscos para a privacidade dos usuários e, em caso afirmativo, para estabelecer políticas para saná-los.

O acordo requer auditoria independente para acompanhar e verificar o Programa de Privacidade da Google a cada dois anos para os próximos 20 anos.

Ele também exige que a Google receba aprovação dos usuários antes de compartilhar suas informações com terceiros, se resolver alterar sua política de privacidade em vigor.

Nos termos do acordo, caso o Google faça afirmações quanto ao modo pelo qual dados privados dos usuários serão tratados, terá de obter seu consentimento antes de alterar os termos para uma forma menos restritiva.

 

ACUSAÇÕES

O FTC acusou a Google de violar sua própria política de privacidade ao usar informações pessoais fornecidas ao Gmail e integrá-las ao Buzz sem autorização, levando-os a acreditar que poderiam recusar sua participação no Buzz.

“Quando as empresas fazem promessas de privacidade, elas devem ser cumpridas”, disse o presidente da comissão, Jon Leibowitz, em um comunicado, no que concordo plenamente.

Você também vai gostar disso:

Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook