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A TV digital e suas promessas não cumpridas



 

Na data em que se comemoram dois meses do lançamento oficial da televisão digital no Brasil, neste 2 de fevereiro, pouco ou nada se ouve falar sobre o assunto. Na maior parte das lojas, é preciso um pouco de esforço e muito interesse do consumidor para encontrar os conversores e aparelhos de TV com set top boxes embutidos. Há algumas em que os conversores estão no final da loja, escondidos no fundo da prateleira.

As fabricantes dos equipamentos recusam-se a comentar. Dizem que ainda não têm os balanços e números fechados – apesar da velocidade de processamento dos dados imprimida pela tecnologia da informação. Os fornecedores de equipamentos pedem para que se procure os resultados com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Mas a resposta desta, quando procurada pelo COMPUTERWORLD, é: “ainda não temos balanço fechado de vendas de TV digital”.

A única empresa que se dispôs a conversar com o COMPUTERWORLD foi a Samsung. Benjamin Sicsú, vice-presidente de novos negócios da companhia, afirma não poder falar de números, mas diz que as vendas foram de acordo com o estimado e que o número é pequeno porque o serviço só está disponível por enquanto na cidade de São Paulo. Para ele, os volumes vão crescer quando a oferta do sinal chegar a mais cidades.

A propósito, o cronograma de lançamento parece estar sendo cumprido (ou quase). Estava previsto para o último mês de janeiro que Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte passassem a receber o sinal. Nesta semana, o ministro das comunicações Hélio Costa esteve na capital carioca para lançamento e disse que logo mais será feito o anúncio nas outras duas cidades.

Até mesmo a linha de financiamento para o varejo anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 02 de dezembro do ano passado, data do lançamento oficial, ainda não saiu. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) diz que esses dois meses que se passaram foi o período de operacionalização de uma nova linha – é a quarta dentro do banco de fomento para a TV Digital, as demais são de conteúdo, pesquisa e para os fornecedores –, mas que ela está perto de ser lançada.

Além disso, não existem novidades em relação aos recursos de interatividade. As empresas continuam pesquisando formas de tornar o Ginga, sistema operacional para fazer a intermediação entre os equipamentos, apto para comercialização, mas nada foi concluído até o momento.

Fontes: Computer Word & IDG Now 

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Imprimir este artigo | Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008 | Escrito por Luiz Moreno

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