Atualizado em: 28 março 2011

A nova guerra dos navegadores

Os três maiores navegadores do mercado tem colocado as cartas na mesa. Internet Explorer 9, Firefox 4 e Chrome 10 já estão na web, é só fazer o download.

Todos os browsers redesenhados, turbinados, com HTML5 e CSS3. Mas quase todos, sem uma boa versão para dispositivos móveis, terreno onde o Opera ainda não tem rival.

O que desperta maiores emoções, por ser de código aberto e por não estar ligado a uma grande empresa, é o Firefox. Cada lançamento de uma nova versão se torna um grande evento. E a última atualização me fez voltar a usar este browser como navegador padrão. Ele está rápido, confiável, estável e tem o melhor controle de guia que existe. Também não tem os chatíssimos erros 324 que o Google Chrome insiste em me mostrar. Nesta captura de tela do Google Trends,  podemos ver como se encontra o panorama deste mercado:

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Os últimos dados da NetApplications mostram a taxa de adoção das novas versões. Em 26 de março, a porcentagem de usuários de IE 9 foi de 1,78% e 3,64% do Firefox 4. O primeiro teria, então, cerca de 11 dias de idade e o segundo, apenas cinco dias. Dois casos de adoção rápida, mas perderam terreno contra o Chrome, que é atualizado sem que o usuário perceba. Um novo recurso da Google que faz com que, em menos de uma semana, a versão anterior do browser desapareça das estatísticas.

Assim, até agora este ano, de acordo com a NetMarketShare, a Microsoft tem em torno de 56% de quota de mercado, a Mozilla cerca de 22%, e a Google cerca de 11%:

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Dados ainda mais interessantes se analisam ​​pela tendência entre 2010 e fevereiro de 2011, via StatCounter. O Internet Explorer passou de 54% para 45%, o Firefox se manteve estável em torno de 30% – 31%; Chrome cresceu de 6% para 16%. Em suma, o que perde o navegador da Microsoft, ganha o da Google:

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Uma dança de estatísticas, mas nenhuma delas é totalmente confiável, mas no todo, significa que o Chrome é melhor que o Explorer ou o Firefox não evoluiu. Muito pelo contrário. Completo, o Firefox se coloca à frente de seus concorrentes na capacidade de processar HTML5, no tempo de carregamento e uso de memória. Embora não exista quase nenhuma evidência de um browser que se destaque dramaticamente.

Nesta batalha de uma guerra que dura anos, ninguém tem vantagem. O mercado de navegadores está cada vez mais fragmentado, o que é muito positivo, pois incentiva a criatividade dos fabricantes. Em contrapartida, o setor está enfrentando o problema da falta de normas no desenvolvimento da Internet.

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