Atualizado em: 5 janeiro 2011

Sistema Nervoso Central


É fundamental sabermos cada vez mais sobre o nosso corpo. Até mesmo para que saibamos como agir em determinadas situações. Infelizmente, só deixamos para ir ao médico quando estamos nos sentindo mal ou coisa do tipo.

Infelizmente, no Brasil as pessoas ainda não possuem uma postura preventiva. Sempre devemos ficar atentos ao nosso Sistema Nervoso Central, afinal de contas é ali que temos nosso neuroeixo.

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Podemos dizer que o conjunto do encéfalo e da medula espinhal dos vertebrados. Forma, junto com o sistema nervoso periférico, o sistema nervoso, e tem um papel fundamental no controle do corpo.

O Sistema Nervoso tem a capacidade de receber, transmitir, elaborar e armazenar informações. Recebe informações sobre mudanças que ocorrem no meio externo, isto é, relaciona o indivíduo com seu ambiente e inicia e regula as respostas adequadas. Não somente é afetado pelo meio externo, mas também pelo meio interno, isto é, tudo que ocorre nas diversas regiões do corpo.As mudanças no meio externo são apreciadas de forma consciente, enquanto as mudanças no meio interno não tendem a ser percebidas conscientemente.

Quando ocorrem mudanças no meio, e estas afetam o sistema nervoso, são chamadas de estímulos.

O sistema nervoso, junto com o endócrino, desempenha a maioria das funções da regulação do organismo. O sistema endócrino regula principalmente as funções metabólicas do organismo.

Com a denominação de sistema nervoso compreendemos aquele conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio organismo e do mundo externo as sensações.

SINAPSES

TRANSMISSÃO DO IMPULSO NERVOSO ENTRE CÉLULAS

Um impulso é transmitido de uma célula a outra através das sinapses (do grego synapsis, ação de juntar). A sinapse é uma região de contato muito próximo entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. Estas células podem ser tanto outros neurônios como células sensoriais, musculares ou glandulares.

As terminações de um axônio podem estabelecer muitas sinapses simultâneas.

Na maioria das sinapses nervosas, as membranas das células que fazem sinapses estão muito próximas, mas não se tocam. Há um pequeno espaço entre as membranas celulares (o espaço sináptico ou fenda sináptica).

Quando os impulsos nervosos atingem as extremidades do axônio da célula pré-sináptica, ocorre liberação, nos espaços sinápticos, de substâncias químicas denominadas neurotransmissores ou mediadores químicos, que tem a capacidade de se combinar com receptores presentes na membrana das célula pós-sináptica, desencadeando o impulso nervoso. Esse tipo de sinapse, por envolver a participação de mediadores químicos, é chamado sinapse química.

Os cientistas já identificaram mais de dez substâncias que atuam como neurotransmissores, como a acetilcolina, a adrenalina (ou epinefrina), a noradrenalina (ou norepinefrina), a dopamina e a serotonina.

NEURÔNIOS

Os neurônios são as células responsáveis pela recepção e transmissão dos estímulos do meio (interno e externo), possibilitando ao organismo a execução de respostas adequadas para a manutenção da homeostase.

TIPOS DE NEURÔNIOS

De acordo com suas funções na condução dos impulsos, os neurônios podem ser classificados em:

1. Neurônios receptores ou sensitivos (aferentes)

São os que recebem estímulos sensoriais e conduzem o impulso nervoso ao sistema nervoso central.

2. Neurônios motores ou efetuadores (eferentes)

Transmitem os impulsos motores (respostas ao estímulo).

3. Neurônios associativos ou interneurônios

Estabelecem ligações entre os neurônios receptores e os neurônios motores.

Quanto ao tamanho e forma de seus prolongamentos, os neurônios se classificam em:

Neurônios multipolares

Que apresentam mais de dois prolongamentos celulares, representa a maioria dos neurônios

Neurônios bipolares

Têm um dendrito e um axônio. Ocorrem na retina, na mucosa olfativa e nos gânglios coclear e vestibular

Neurônios pseudo-unipolares

Que apresenta próximo ao pericário prolongamento único que se bifurca enviando um ramo para a periferia e outro para o SNC. São encontrados nos gânglios espinhais.

CÉLULAS DA GLIA (NEURÓGLIAS)

As células da neuróglia cumprem a função de sustentar, proteger, isolar e nutrir os neurônios. Há diversos tipos celulares, distintos quanto à morfologia, a origem embrionária e às funções que exercem. Distinguem-se, entre elas, os astrócitos, oligodendrocitos e micróglia. Têm formas estreladas e prolongações que envolvem as diferentes estruturas do tecido.

Os astrócitos são as maiores células da neuróglia e estão associados à sustentação e à nutrição dos neurônios. Preenchem os espaços entre os neurônios, regulam a concentração de diversas substâncias com potencial para interferir nas funções neuronais normais (como por exemplo as concentrações extracelulares de potássio), regulam os neurotransmissores (restringem a difusão de neurotransmissores liberados e possuem proteínas especiais em suas membranas que removem os neurotransmissores da fenda sináptica). Estudos recentes também sugerem que podem ativar a maturação e a proliferação de células-tronco nervosas adultas e ainda, que fatores de crescimento produzidos pelos astrócitos podem ser críticos na regeneração dos tecidos cerebrais ou espinhais danificados por traumas ou enfermidades.

Os oligodendrócitos são encontrados apenas no sistema nervoso central (SNC). Devem exercer papéis importantes na manutenção dos neurônios, uma vez que, sem eles, os neurônios não sobrevivem em meio de cultura. No SNC, são as células responsáveis pela formação da bainha de mielina. Um único oligodendrócito contribui para a formação de mielina de vários neurônios (no sistema nervoso periférico, cada célula de Schwann mieliniza apenas um único axônio)

A micróglia é constituída por células fagocitárias, análogas aos macrófagos e que participam da defesa do sistema nervoso.

As células ependimárias formam um epitélio cilíndrico simples que recobre a superfície ventricular. Em fetos e crianças as células são ciliadas, perdendo depois os cílios, que não são mais observados no adulto. Embora a superfície luminal do epêndima seja plana, na face profunda as células formam prolongamentos que se misturam ao tecido nervoso subjacente.

Fonte: Faculdade de Ciências Humanas de Olinda

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