Atualizado em: 1 agosto 2011

Miastenia Gravis: Sintomas e Tratamento

Tudo sobre essa doença que afeta nossa musculatura, causando fraqueza muscular intensa. Conheça os sintomas e saiba como se dá o tratamento dela.

Nossa musculatura é uma das coisas mais importantes no nosso corpo. Sem a musculatura não conseguiríamos nos manter em pé, nem realizar outras funções como andar, sentar, comer, entre diversas ações necessárias para o dia a dia. Uma vez que temos problemas na nossa musculatura, essas ações e algumas atividades já ficam prejudicadas, pois não conseguimos realizar normalmente. Um problema que afeta nossa musculatura é a Miastenia Gravis. Muito já se falou, mas nem todas as pessoas sabem como essa doença ocorre e o porque. Saiba tudo sobre logo abaixo.

O que é?

É uma doença que afeta nossa musculatura, causando a fraqueza muscular devido a um distúrbio que ocorre nos receptores de acetilcolina que estão localizados na placa existente entre os nervos e os músculos. Quando ocorre esse problema, há uma interferência na transmissão do impulso nervoso, o que acaba provocando a fraqueza dos músculos.

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A miastenia gravis pode se manifestar em qualquer idade, sendo mais comum em mulheres entre os 20 e os 35 anos de idade.

Existem dois tipos de Miastenia, a Miastenia autoimune e a congênita. Na Miastenia autoimune, há uma resposta imune que se volta contra os componentes da placa motora, componentes esses responsáveis pela transmissão do estímulo nervoso, resultando na contração do músculo. Na Miastenia congênita, os anticorpos que são produzidos pela mãe grávida passam pela placenta e acabam atingindo o feto. Em algumas pessoas não se sabe a causa, mas acreditam ter relação com tumores do timo (glândula que produz anticorpos).

Sintomas

  • Fadiga intensa
  • Fraqueza muscular
  • Dificuldade na deglutição e para mastigar
  • Falta de ar
  • Voz anasalada
  • Ptose palpebral (pálpebras caídas)
  • Visão dupla

Tratamento

Ainda não existe cura para a miastenia gravis, mas existem medicamentos que permitem a permanência da acetilcolina no musculo, promovendo a contração e reduzindo a produção de anticorpos contra os receptores da acetilcolina. Os cortiscosteroides e os imunossupressores são também recursos farmacológicos utilizados no tratamento dessa moléstia.

A plasmaferese (troca de plasma) tem-se mostrado útil em alguns casos, mas apresenta o inconveniente de produzir efeitos de curta duração. Os resultados da retirada do timo são discutíveis.

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