Atualizado em: 13 julho 2011

Esclerose Múltipla – Sintomas

Existem tantas doenças misteriosas e que a medicina ainda precisa descobrir as causas e curas.

Uma delas é a Esclerose Múltipla! A Esclerose Múltipla é uma doença que a medicina ainda não descobriu o que a desencadeia e muito menos a cura.

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A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crônica descrita em 1860 pelo francês Jean Charcot, caracteriza-se como lesão do sistema nervoso central. É caracterizada também como Doença Desmielinizante, pois lesa a mielina, que recobre e isola as fibras nervosas destinadas aos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal.

A mielina é uma substância constituída por proteínas e gorduras que ajudam na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo. Na Esclerose Múltipla, a mielina se transforma em placa endurecida, interferindo na transmissão dos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal, dificultando o controle de várias funções orgânicas, tais como a visão, o andar e o falar, entre várias outras e, em particular, as funções fisiológicas, que se descontrolam.

Sintomas

Os sintomas da Esclerose Múltipla se manifestam de diferentes formas.

Na grande maioria dos portadores, a doença provoca uma série de surtos cujos sintomas podem ser discretos ou intensos e que aparecem e desaparecem.

Isso faz o doente recuperar-se parcial ou totalmente das dificuldades resultantes desses sintomas.

Dependendo da área afetada do sistema nervoso, o quadro varia de pessoa para pessoa e perdura de tempos em tempos na mesma pessoa (surto e remissão, respectivamente).

As lesões da Esclerose Múltipla provocam grande variedade de sintomas e sinais iniciais, quer isolados, quer combinados.

Surge então debilidade de uma ou mais extremidades (braços e pernas), perda visual unilateral (neurite óptica), falta de coordenação, incontinências, hesitação no andar, retenção urinária, vertigens, perda de audição, dor facial, dores nos braços, pernas e no tronco. Com menor freqüência, ocorre alteração das funções intelectuais.

A debilidade afeta mais freqüentemente as pernas e pode produzir uma gama de disfunções, de leve fadiga até a paraparesia (diminuição da força nos membros superiores ou inferiores).

Braços e mãos podem ser afetados isoladamente ou em conjunto com as pernas.

A velocidade do surgimento dos sintomas pode variar de minutos ou até dias, e, nos pacientes que apresentam curso progressivo crônico, os sintomas podem aumentar gradualmente, durante muitos meses.

A velocidade de recuperação (remissão) também varia enormemente, mas geralmente a regressão ocorre durante o curso de duas a oito semanas que se seguem ao ataque agudo.

Os sintomas vão e vêm de maneira inexplicável, e isso é uma característica específica da Esclerose Múltipla que não ocorre em outros tipos de doenças do sistema nervoso.

Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar os doentes a serem independentes e a terem uma vida cômoda e produtiva.

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