Atualizado em: 31 julho 2011

Biópsia Hepática: Como Funciona

Tudo sobre os procedimentos de retirada de um pedaço do fígado para análise, visando descobrir se existe algum problema no fígado. Conheça os tipos de biópsia hepática

O nosso organismo necessita de extrema atenção e cuidados. Muitas pessoas adoecem e acabam falecendo devido a uma falta de instrução adequada e falta de prevenção adequada para manter uma boa saúde. Muitas doenças acabam afetando milhares de brasileiros, como o câncer, por exemplo, uma das doenças mais comuns hoje em dia e que infelizmente tem levado muita gente a óbito. É necessário saber que quanto antes descobrir a presença de um tumor, maiores são as chances de cura e de reabilitação. Quando se descobre um tumor, é feito uma biópsia, para saber qual a gravidade daquele tumor, se é benigno ou maligno. Quando isso ocorre no fígado, é chamado de Biópsia Hepática. Saiba mais sobre esse procedimento.

O que é?

A biópsia hepática é uma extração de uma pequena  parte que serve de amostra do fígado, para que seja realizado o seu exame através do microscópio por um patologista, o especialista em doenças. A biópsia hepática é utilizada para diagnosticar alguma doença, mesmo que o tecido não se mostre doente, a técnica é realizada para garantir maior segurança do paciente.

publicidade:

Tipos de Biópsia

Existem alguns tipos de procedimentos para que seja realizada a extração dessa amostra do fígado, são elas:

Percutânea ou trans-parietal sob anestesia local

Primeiramente se realiza a desinfecção da pele, ou seja, a limpeza da área em que será introduzida a agulha. É dada uma anestesia local para que se possa realizar a punção. A punção pode ser manual ou através de um aparelho parecido com uma pistola. É obtida uma amostra com um tamanho entre 2 e 3 centímetros por um diâmetro aproximado de 3 milímetros. Por se tratar de uma amostra mais profunda do fígado, o numero de espaços porta conseguido permite ao patologista realizar um laudo mais representativo do fígado. Outros métodos possíveis são: por videolaparoscopia, transjugular e “a céu aberto”.

Videolaparoscopia

Com a laparoscopia, sob anestesia geral, um instrumento iluminado (câmera) é inserido através de um pequeno corte de mais ou menos 1,2 cm na região da parede do abdômen, próximo ao umbigo. Os órgãos internos são afastados da parede abdominal com o gás carbônico, que é introduzido no abdômen. Uma segunda incisão (0,5 cm) permite a introdução de outro instrumento, que será utilizado para afastar outras estruturas, ajudar a “escolher” o melhor local para a punção, e permitir a conexão do bisturi elétrico, de forma a conter qualquer sangramento.

Transjugular

A técnica transjugular é utilizada por um radiologista intervencionista e é indicada para pacientes que apresentam grave distúrbio de coagulação e grande quantidade de líquido (ascite) no abdômen. Nesse procedimento, um pequeno tubo é inserido na veia jugular, no pescoço, que é radiologicamente guiado até uma veia hepática, que sai do fígado. Uma longa agulha é, então, inserida através deste tubo e dirigida até o fígado para recolher a amostra. O pedaço de fígado é retirado perfurando-se a veia de dentro do fígado em direção ao meio do órgão.

“A céu Aberto”

Essa biópsia pode ser feita quando o paciente estiver passando por cirurgia ou, excepcionalmente, seu abdômen pode ser aberto com o propósito exclusivo de se realizar a biópsia.

Você também vai gostar disso:

Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook