Atualizado em: 11 dezembro 2008

Xaveco – Dicas e Cantadas para conquistar

dicas para xavecar

Xaveco infalível não existe. Mas se aprimorar nessa arte tem como, basta praticar! Fora? É o risco que se corre no processo da conquista, assim como o beijo na boca. Sem contar que levar um fora ajuda a perder o medo da rejeição.

Depois de quatro anos e muitas experimentações e comprovações, os jornalistas Fabiano Rampazzo, 30, e Ismael de Araújo, 28, acabam de lançar o “Manual do Xavequeiro”, onde ensinam a como se comportar nas mais diversas situações e se tornar um xavequeiro de primeira.

Uma das principais dicas de um dos autores, Fabiano Rampazzo -que vale especialmente para os mais tímidos- é não ter medo de levar um fora e nem se abalar com a primeira dispensada da noite. “Levar um fora pode até ser motivo de comemoração. O fora caleja. Depois disso é só partir pra outra”.

Por isso, todo ‘Dom Juan’, ‘galinha’ ou ‘franco-atirador’ tem um lado positivo: eles não desistem quando a cantada não dá certo. Portanto, o primeiro objetivo dos tímidos é tentar se transformar em um Don Juan, já que a condição para ser um conquistador é ser um xavequeiro. “Tem que ir a luta e xavecar. Não vai cair nada do céu”, diz Rampazzo.

Ele também adverte que não se deve partir para o xaveco crente que a mulher vai aceitar. “Não se pode ter medo. O ‘não’ é um direito da outra pessoa”, destaca.

Segundo ele, a abordagem da mulher é importantíssima. O autor ensina que, em uma balada, não se deve chegar agarrando e muito menos “chegar junto” quando a mulher está dançando. O grande trunfo -salvo algumas exceções- é a palavra.

O homem tem que pegar a mulher de jeito logo na primeira frase e isso vai depender do que e da forma como ele vai falar. O homem pode chegar e dizer ‘Sabe o que eu queria….’. A mulher, normalmente, vai dizer não, porque ela não sabe se o cara quer saber onde fica o banheiro ou quer acender um cigarro. Quando ela der essa resposta, ele deve completar: ‘…Queria te conhecer’. É um xaveco simples que pode dar muito certo”, sugere.

Outra dica de Rampazzo é o “xavequeiro” ter um compromisso com a verdade, ou seja, deixar claro para ele mesmo o que realmente quer ao tentar se aproximar de uma mulher. “O grande pulo do gato é ele se perguntar se quer aquela mulher pra casar ou por apenas uma noite, por exemplo, e ter uma postura franca, sempre com respeito. Isso melhora o xaveco e fica mais fácil para a mulher decidir se quer ou não”.

Fugir do lugar comum também é importante. De acordo com Rampazzo não chegue em uma mulher dizendo que ela é linda ou gata. O bom xaveco tem que ter um diferencial e os elogios devem ser verdadeiros –o livro também ensina a como chegar nesses elogios sinceros. “A mulher já está cansada de saber que é linda. Ele tem que dizer o que ela não costuma ouvir. Elogie o sorriso, o jeito de dançar, de passar a mão nos cabelos. Elogie a roupa ou algum acessório como os óculos. Nessa hora cabe bom humor. Faça isso de uma forma feliz”, ensina.

Rampazzo aproveita e dá outro toque. “Nunca chegue bêbado para xavecar uma mulher e não se esqueça de sempre ter um chicletinho ou uma balinha de hortelã na boca”.


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