Atualizado em: 11 abril 2008

É possível escolher o sexo do bebê?

Se soubesse que é possível, você escolheria o sexo do seu bebê antes mesmo da concepção? E se dedicaria a uma variedade de técnicas para alcançar o objetivo (e isso não inclui a fertilização in vitro)? É isso que o ginecologista e obstetra americano Landrum B. Shettles prega, mais precisamente em seu livro Como escolher o sexo de seu bebê, recém lançado pela editora Larousse. Nele, o médico descreve o Método de Seleção Sexual, descoberto há 40 anos, voltado para casais que desejam aumentar suas chances de ter um menino ou uma menina e garante que o método oferece de 75% a 90% de chances de o casal ter a criança do sexo escolhido, se for seguido rigorosamente. Shettles explica, por exemplo, que, se a vagina está mais ácida, aumenta a chance de ter menina; já para ter menino, o recomendável é ter relação após a ovulação entre outros sinais que o corpo pode dar. Mas será que isso realmente funciona?

O que dizem os especialistas…

Em um estudo publicado no The New England Journal of Medicine, em 1995, os pesquisadores Allen Wilcox, Clarice Weinberg e Donna Baird concluíram que o ato sexual em relação ao período ovulatório não influencia no sexo do bebê.
“Grande parte dos que tentam engravidar ficariam maravilhados em determinar se uma criança será menino ou menina. Não é difícil encontrar pais que afirmam que alguma técnica utilizada realmente teve sucesso com eles. Entretanto, na maioria dos estudos, faltam evidências claras de que as relações sexuais em um determinado momento irão aumentar as chances de conceber um sexo específico”, explica o ginecologista e obstetra Flavio Garcia de Oliveira.
Em um outro artigo publicado na Human Reproduction, em 1995, pesquisadores sugerem que a duração da fase folicular, o tempo entre a menstruação e a ovulação, está relacionada ao sexo do bebê. Eles afirmam que ciclos com menor fase folicular são mais propensos a resultar em meninos, enquanto ciclos com uma fase folicular maior podem ser mais propensos a gerar meninas. Esta teoria, entretanto, também é muito contestada. Em um outro artigo de 1998, publicado na mesma revista, concluiu-se que não existe nenhuma associação entre a duração do ciclo e a proporção do sexo gerado.

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Posição sexual

Não há nada na literatura médica relacionando posições do ato sexual com a determinação sexual. A única forma 100% segura de determinar o sexo do bebê é através da fertilização in vitro. “Nesse método retiramos uma célula do pré-embrião, estrutura que se forma após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide, e fazemos a análise do DNA. Assim, determinamos, com certeza, o sexo do futuro bebê”, esclarece Dr. Flavio Garcia de Oliveira.
A determinação do sexo é assunto para intenso debate entre os cientistas e a sociedade, então o melhor a fazer é levar em conta aquela velha frase: “se vier com saúde, não importa o sexo”.

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