Atualizado em: 2 setembro 2011

Clarice Lispector – Frases e Mensagens

Lindas frases e mensagens da escritora Clarice Lispector, vejam e se emocionem com a capacidade de expressar o sentimento e o amor que ela deixou através da suas escritas.
Clarice Lispector, uma pessoa capaz de mudar as opiniões das pessoas através de suas escritas, em suas palavras, ela, até hoje, consegue transformar muitos que não são românticos em pessoas totalmente dedicadas, faz também com que a atitude de muitos leitores de seus livros, se torna mais consciente em relação aos pensamentos sobre o mundo e assim vai.

Clarice, na verdade se chamava Haia Lispector, nasceu na Ucrânia, e no ano de 1977 ela faleceu, porém, se realizou como uma escritora brasileira, vivendo como uma mulher muito feliz no que fazia, era algo divino no qual, ao escrever, contar seus poemas, frases e contos, ela se realizava e se dedicava entre as melhores linhas de qualquer escrita que fizesse.

Esta foi uma das escritoras que mais se destacou no Brasil, tendo vários títulos como a melhore em questões de cultura, saber, e romantismo através das escritas. Vamos todos relembrar algumas das Frases e Mensagens que ela nos deixou.

Acesse todo o conteúdo da Clarice Lispector:

  1. Clarice Lispector
  2. Biografia da Clarice Lispector
  3. Obras e Livros de Clarice Lispector
  4. Pensamentos e Citações de Clarice Lispector
  5. Textos e Poemas de Clarice Lispector
  6. Contos e Crônicas de Clarice Lispector
  7. Fotos de Clarice Lispector

Frases de Clarice Lispector

“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.” (Clarice Lispector)

“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.” (Clarice Lispector)

“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.” (A Hora da Estrela). (Clarice Lispector)

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem) (Clarice Lispector)

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.” (Clarice Lispector)

“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.” (Clarice Lispector)

“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.” (Clarice Lispector)

“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.” (Clarice Lispector)

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” (Clarice Lispector)

“…estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.” (Clarice Lispector)

“Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.” (Clarice Lispector)

“Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante.” (Clarice Lispector)

“Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.” (Clarice Lispector)

“Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir.” (Clarice Lispector)

“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas… continuarei a escrever.” (Clarice Lispector)

Mensagens de Clarice Lispector

“Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria.É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar”. (Clarice Lispector)

“Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja”. (Clarice Lispector)

“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo”. (Clarice Lispector)

“Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar”. (Clarice Lispector)


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