Biografia de Guimarães Rosa

Biografia

João Guimarães Rosa, conhecido como Guimarães Rosa, nasceu no dia 27 de junho de 1908 em Cordisburgo. Foi um dos maiores escritores brasileiros, sendo também médico e diplomata. Ficou conhecido por seus contos e romances, quase todos passados no sertão brasileiro, sendo a característica principal de Guimarães Rosa. Usava linguagens inovadas, com falares populares e regionais, com invenções e intervenções sintáticas, fato que também caracterizada muito suas obras. Era o primeiro de sete filhos de Seu Fulô (Florduardo Pinto Rosa) e Dona Chiquitinha (Francisca Guimarães). Era autodidata e quando tinha por volta dos 6 anos já iniciou o estudo de diversos idiomas, começando pelo francês. Faleceu no dia 19 de novembro de 1967, deixando diversas obras, frases, poemas e livros para a população brasileira. Sua biografia é divina e conta a história de um menino sofrido e muito inteligente.

Confira abaixo as obras, os livros e os poemas desse grande escritor:

Livros

  • Ave, Palavra
  • Estas Estórias
  • Campo Geral
  • Corpo de Baile
  • Dão-Lalalão
  • Magma
  • Noites do Sertão
  • Primeiras Estórias
  • Sagarana
  • Tutameia – Terceiras Estórias
  • Grande Sertão: Veredas

Obras

  • Magma
  • Sagarana
  • Grande sertão: veredas

Frases

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”

“Sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube”

“Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria…
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos…
Essa… a alegria que ele quer”

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”

“Saudade é ser, depois de ter.”

“Felicidade se acha é em horinhas de descuido”

Poemas

“Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar,

era uma coisa só – a inteira – cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive.

A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito,

de cada uma pessoa viver – e essa pauta cada um tem – mas a gente mesmo, no comum,

não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?”

 

MADRIGAL

 

No tronco do jequitibá,

que estavas abraçando,

colando-lhe o corpo, do rostinho aos pés,

vejo os arranhões fundo,

onde o canguçu, quase de pé,

afia as garras,

e, mais embaixo, a casca estraçalhada,

onde os caititus vêm acerar os dentes…

 

ALARANJADO

No campo seco, a crepitar em brasas,

dançar as últimas chamas da queimada,

tão quente que o sol pende no ocaso,

bicado,

pelos sanhaços das nuvens,

para cair, redondo e pesado,

como uma tengerina temporã madura…