Atualizado em: 8 abril 2011

Guimarães Rosa: Vida, Obras e Biografia

Tudo sobre a vida de Guimarães Rosa. Um dos escritores mais famosos do país. Consagrando-se com grandes poesias, obras e frases, que os deixaram marcado pra sempre.
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Biografia

João Guimarães Rosa, conhecido como Guimarães Rosa, nasceu no dia 27 de junho de 1908 em Cordisburgo. Foi um dos maiores escritores brasileiros, sendo também médico e diplomata. Ficou conhecido por seus contos e romances, quase todos passados no sertão brasileiro, sendo a característica principal de Guimarães Rosa. Usava linguagens inovadas, com falares populares e regionais, com invenções e intervenções sintáticas, fato que também caracterizada muito suas obras. Era o primeiro de sete filhos de Seu Fulô (Florduardo Pinto Rosa) e Dona Chiquitinha (Francisca Guimarães). Era autodidata e quando tinha por volta dos 6 anos já iniciou o estudo de diversos idiomas, começando pelo francês. Faleceu no dia 19 de novembro de 1967, deixando diversas obras, frases, poemas e livros para a população brasileira. Sua biografia é divina e conta a história de um menino sofrido e muito inteligente.

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Confira abaixo as obras, os livros e os poemas desse grande escritor:

Livros

  • Ave, Palavra
  • Estas Estórias
  • Campo Geral
  • Corpo de Baile
  • Dão-Lalalão
  • Magma
  • Noites do Sertão
  • Primeiras Estórias
  • Sagarana
  • Tutameia – Terceiras Estórias
  • Grande Sertão: Veredas

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Obras

  • Magma
  • Sagarana
  • Grande sertão: veredas

Frases

“Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?”

“Sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube”

“Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria…
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos…
Essa… a alegria que ele quer”

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”

“Saudade é ser, depois de ter.”

“Felicidade se acha é em horinhas de descuido”

Poemas

“Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar,

era uma coisa só – a inteira – cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive.

A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito,

de cada uma pessoa viver – e essa pauta cada um tem – mas a gente mesmo, no comum,

não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?”

 

MADRIGAL

 

No tronco do jequitibá,

que estavas abraçando,

colando-lhe o corpo, do rostinho aos pés,

vejo os arranhões fundo,

onde o canguçu, quase de pé,

afia as garras,

e, mais embaixo, a casca estraçalhada,

onde os caititus vêm acerar os dentes…

 

ALARANJADO

No campo seco, a crepitar em brasas,

dançar as últimas chamas da queimada,

tão quente que o sol pende no ocaso,

bicado,

pelos sanhaços das nuvens,

para cair, redondo e pesado,

como uma tengerina temporã madura…

 

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