Atualizado em: 22 agosto 2011

Rebeldes entram em conflito perto do quartel de Kadhafi

Com o objetivo de tirar o ditador Muammar Kadhafi do poder, rebeldes lutam juntamente com a Otan contra as forças que apóiam o regime. Mais confrontos ocorrem, ocasionando cerca de 1.300 mortes em 24 horas.

Em meio a 42 anos de poder, o ditador Muammar Kadhafi ainda enfrenta a manifestação e o ataque de rebeldes que querem a sua queda desde fevereiro deste ano. Todo esse movimento teve início devido ao regime implantado pelo ditador, que levou a revolta de grande parte da população, que através do confronto realizado na Tunísia e no Egito se inspiraram para realizar manifestações para que ocorresse a queda de Kadhafi. Juntamente com os manifestantes, chamados de rebeldes, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) apóia o movimento e luta para que haja a saída do ditador. Após o início dos confrontos, a força que se une a Muammar Kadhafi já se mostrou mais fraca, mas não se rende em momento nenhum. O ditador relata que só deixa o país morto e que não se entrega jamais.

Exclusivo: Veja fotos do Confrontos.

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Os tanques contra os rebeldes

Na manhã dessa segunda-feira, ainda madrugada no Brasil, os rebeldes se manifestaram mais uma vez, provocando a fúria das forças que apóiam Kadhafi e seu regime. De acordo com Mohammed Abdel-Rahman, tanques saíram e abriram fogo contra os rebeldes na região de Trípoli, perto do quartel de Kadhafi. Além desses ataques, também estariam acontecendo confrontos ao redor da residência do ditador e no sul do país, de acordo com repórteres.

As forças leais comandadas por Kadhafi ainda tentam controlar o poder em 15 a 20% de algumas regiões da cidade, mostrando resistência a manifestação e aos ataques dos rebeldes.

“Estamos ouvindo frases como ‘Deus é grande’ e ‘Estamos livres’ vindos de mesquitas espalhadas pela cidade. Há um verdadeiro clima de celebração entre as pessoas aqui, principalmente na região leste. Todos parecem acreditar que esse é mesmo o fim do regime”, relatou uma repórter da BBC.

Desde o início das manifestações, além do poder sob algumas regiões, os rebeldes também conseguiram a prisão do filho de Muammar Kadhafi que teria se rendido às forças rebeldes. Os confrontos levaram cerca de 1.300 mortes em 24 horas, mostrando a verdadeira tragédia que ainda está por vir. Frente a tudo isso, representantes do regime e que apóiam Muammar Kadhafi culpam a Otan pelas mortes, baseado também no míssil que já foi lançado pela Otan que acabou matando o filho mais novo de Kadhafi e três de seus netos.

Frente a todos os confrontos, o porta-voz do regime líbio diz se referindo ao ditador: “seu regime permanece forte e que milhares de voluntários e soldados estão preparados para lutar”.

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