Atualizado em: 2 dezembro 2010

Ministros do Governo Dilma

Depois da grande batalha pelo planalto nos últimos meses entre Dilma e Serra na corrida presidencial, eis que a candidata da situação venceu as eleições com certa folga e assume o cargo mais importante do país no dia 1° de janeiro. Porém, é importante lembrar que o trabalho dela já começou e o primeiro passo é a escolha do quadro de ministros para ajudarem o seu governo e dar todo o suporte.

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Buscando garantias e segurança nesse início, Dilma tem buscado manter a base do governo anterior ao dela. Até o presente momento, a tendência é a seguinte:
A CARA DA NOVA GESTÃO

Antonio Palocci – Foi indicado por Lula para chefiar a campanha de Dilma e será ministro da Casa Civil.

Alexandre Padilha – Considerado por Lula uma revelação, deve continuar no comando das Relações Institucionais por causa da habilidade na interlocução com o Congresso.

Fernando Haddad – Apesar do desgaste por conta dos problemas do Enem, é elogiado por Lula e uma aposta para permanecer à frente da Educação.

Gilberto Carvalho – Chefe de gabinete de Lula durante os dois mandatos, é um dos petistas mais próximos do presidente. Assumirá a Secretaria-Geral da Presidência

Guido Mantega – A pedido de Lula, Dilma o manterá na Fazenda. Desenvolvimentista como ela, teve como credenciais a conduta na crise de 2008.

Marco Aurélio Garcia – Cotado para assumir a Secretaria-Geral da Unasul, abriu mão do posto para continuar assessorando a Presidência em temas diplomáticos.

Miriam Belchior – Amiga do presidente, a ex-mulher do ex-prefeito Celso Daniel deixa um cargo de terceiro escalão na Casa Civil para assumir o Planejamento.

Nelson Jobim – Embora tenha uma relação difícil com Dilma, vai ficar na Defesa porque é respeitado pelos militares e conduz o bilionário reaparelhamento das Forças Armadas.

Paulo Bernardo – Disciplinado, recebeu missões como debelar a rebelião de controladores de voo. Foi confirmado ontem para o Ministério das Comunicações.

AS INDICAÇÕES DOS ALIADOS

Carlos Lupi – Presidente licenciado do PDT, faz lobby em causa própria para seguir no Ministério do Trabalho e conta com o aval de Dilma.

Edison Lobão – Dilma foi contra a nomeação dele para Minas e Energia em 2008, mas, com o tempo, passou a admirá-lo. Deve retornar ao cargo na cota do PMDB.

Wagner Rossi – Indicado pelo PMDB para o Ministério da Agricultura, pode continuar no cargo graças à forte relação com o vice-presidente eleito, Michel Temer.

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