Atualizado em: 20 junho 2011


Plano Nacional de Banda Larga sai até o segundo semestre

Plano Nacional de Banda Larga sai até o segundo semestreTeremos uma maior oferta de banda larga no Brasil a partir do segundo semestre deste ano, é o que disse Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações. Bernardo ainda considerou positiva a participação de empresas privadas no processo, porém em parceria com a estatal Telebrás.

A declaração foi feita no 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas (seja lá o que isso quer dizer), onde o ministro comentou sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), fazendo ainda menção ao marco regulatório da comunicação.

Quando questionado sobre o uso que se dará aos cabos de fibra ótica da Telebrás, reiterou que a estatal apenas fornecerá serviços de telecomunicações “no atacado”, cabendo as demais operadoras, todas da iniciativa privada, levar a Internet até o consumidor.

O ministro e o Plano Nacional de Banda Larga enfrentam críticos que sugerem que o governo estará dando dinheiro para as empresas privadas, o que indiretamente, não podemos negar que é um fato, uma vez que estas empresas não terão que investir em infraestrutura, vindo a ganhar a rede de longa distância de bandeja do governo.

O PNBL tem como missão oferecer banda larga de baixo custo para aproximadamente 1.160 municípios que ainda não são atendidos com velocidade mínima de 1Mbps (Mega Bit por Segundo). De acordo com o plano, esta velocidade custaria R$ 35 mensais para o consumidor. Caso o estado onde a internet seja comercializada, decida isentá-la de ICMS, o preço cairá para R$ 29.

Lamentavelmente, o panorama brasileiro insiste em descrever velocidades de 1 Mbps como banda larga, o que de fato, não é. Incrivelmente, foi a presidente Dilma que fez a boa ação de definir esta velocidade, que antes era de apenas 600 Kbps. Para se ter uma idéia do absurdo, as antigas conexões discadas, poderiam chegar, em teoria, até os 448 Kbps (56KBps).


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