Atualizado em: 16 junho 2011

NASA registra uma superexplosão espacial

Satélite da NASA detecta um feixe de raios gama, que posteriormente, cientistas concluíram que pode ser uma estrela sendo engolida por um grande buraco negro.

File_2011616135159A colisão de uma estrela com um enorme buraco negro provocou uma das maiores e mais brilhantes explosões espaciais jamais registradas, cujo flash viajou em 3,8 bilhões de anos luz para chegar à Terra. É isto que informa um estudo publicado hoje (16) na revista Science.

Os cientistas investigavam a origem de um feixe de raios gama que foi observado em 28 de março pelo satélite Swift da NASA, um fenômeno que batizaram como Sw 1644+57.

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No início, pensaram que poderia ser uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade, que no caso desses fenômenos normalmente se dissipa rapidamente, e o fato de que se reativara três vezes em apenas 48 horas, levou os pesquisadores a procurar outra hipótese.

“Foi algo totalmente diferente do que qualquer explosão que tínhamos visto antes”, disse Joshua Bloom, um cientista da Universidade de Berkeley (Califórnia), nos EUA, e um dos principais autores do estudo.

Bloom sugeriu que a causa poderia ter sido o encontro de uma estrela do tamanho do Sol com um buraco negro um milhão de vezes maior, o que gerou “uma tremenda quantidade de energia ao longo de muito tempo”, em um fenômeno que ainda persiste dois meses e meio depois .

“Isso é porque o buraco negro fragmenta a estrela, e sua massa gira em espiral como a água entrando no ralo, e este processo libera muitíssima energia”, explicou o pesquisador.

Cerca de 10% da massa da estrela se tornou energia irradiada como raios-X e raios gama, o que pode ser visto da Terra porque o feixe de luz está apontado para a Via Láctea, diz o estudo.

Ao rever a história de explosões na constelação Draco, onde se observou o fenômeno, os cientistas determinaram que é um evento excepcional, já que não encontraram nenhuma evidência de outras emissões de raios-X ou gama nesta área.

Mais fascinante, de acordo com Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, que não atrai matéria, como são quase todos encontrados no centro de cada galáxia.

“Isso poderia acontecer em nossa própria galáxia, onde há um buraco negro que vive em silêncio no centro, e que ocasionalmente mostra alguma atividade quanto captura um pouco de gás”, disse ele. No entanto, Bloom afirma que ficaria surpreso ao ver um outro fenômeno similar na próxima década.

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