Atualizado em: 19 setembro 2011

Manchas solares são mais perigosas do que se pensava

Dados de uma sonda espacial da NASA revelam que até hoje, só conseguíamos captar uma parcela da energia das emissões solares. Eletrônicos correm perigo.

Jatos de plasma solar

Uma sonda espacial da NASA chamada Solar Dynamics Observatory (SDO), dedicada a investigar o comportamento do Sol desde o seu lançamento em 2010, tem proporcionado aos cientistas novos dados pouco encorajadores sobre as explosões solares.

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Aparentemente, as explosões são mais fortes e duram mais tempo do que se pensava, uma vez que possuem fases tardias que nunca haviam sido observadas. O conhecimento dessas explosões é muito importante para os cientistas, já que um jato de plasma, se poderoso o suficiente, pode alcançar a atmosfera da Terra e afetar os satélites de GPS, sistemas de energia e outros dispositivos eletrônicos.

Depois de analisar 191 explosões solares desde maio de 2010, o SDO descobriu que 15% das erupções possuem uma fase final que pode durar até cinco horas após a fase principal. Além disso, a energia produzida nesses estágios mais avançados pode ser muito maior do que durante o primeiro evento.

“Encontramos um grande aumento nas emissões, desde meia hora até várias horas mais tarde (depois do início da explosão) é às vezes até maior do que a emissão das fases iniciais do evento”, disse Phil Chamberlin, vice-cientista do projeto SDO. Em alguns casos, se apenas os efeitos da erupção do principal forem medidos, a quantidade de energia que atinge a atmosfera da Terra seria subestimada em 70%.

O que acontece com a Terra?

“Observações anteriores levavam em conta apenas alguns segundos ou minutos”, disse Lika Guhathakurta, cientista da NASA em Washington. “Estes novos dados melhoraram a nossa compreensão da física das explosões solares suas consequências no espaço próximo à Terra, onde há muitos satélites comerciais e científicos”.

De fato, uma melhor análise da quantidade de energia que atinge a atmosfera da Terra pode ajudar os cientistas a quantificar a energia produzida quando o Sol entra em erupção, e como isso afeta o espaço próximo. As comunicações por satélite, sistemas de GPS e infraestrutura de energia elétrica estão em jogo e são muito suscetíveis a este tipo de evento natural.

Previsão para 2012 é sinistra

A onda de previsões apocalíticas para o ano de 2012 conta também com análises científicas reais. Pesquisadores da NASA prevêem que neste ano, o ciclo regular de 11 anos de manchas solares será especialmente intenso. Somando a isso nossa dependência muito maior de equipamentos eletrônicos, uma explosão solar de grandes proporções poderia nos levar à idade das trevas pela destruição dos equipamentos tecnológicos dos quais dependemos.

Fonte: SDO

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