Atualizado em: 12 maio 2011

Mais um passo para a vacina contra AIDS

Um cientista do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas de Oregon, EUA, conseguiu criar uma vacina experimental que elimina o vírus da AIDS em primatas por cerca de um ano. Ele acredita ser um passo importante para criação de uma vacina definitiva para cura da doença.

celulaevirusUma droga experimental ajudou macacos infectados com uma variante do vírus da Aids, a controlarem a infecção por mais de um ano, sugerindo que no futuro, poderá haver uma vacina para seres humanos que possibilite a cura da Aids.

Os cientistas disseram que a vacina estimula o sistema imunológico a atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra pela primeira vez no organismo, momento em que o vírus está mais vulnerável.

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Louis Picker, do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas de Oregon, EUA, cujo estudo foi publicado na revista científica Nature, disse que acredita que será possível ter uma vacina pronta para ser testada em pessoas dentro de três anos.

Os testes da vacina com uma versão do vírus que afeta os primatas, chamada vírus da imunodeficiência símia, mostraram ter sido capazes de impedir a replicação do vírus em mais da metade das vezes, de modo que mesmo os testes mais sensíveis não detectaram nenhum traço do vírus.

Até agora, a grande maioria dos macacos vacinados, mantiveram o vírus controlado por mais de um ano, perdendo pouco a pouco todos os sinais de que haviam sido infectados. Os macacos no grupo que não foram vacinados, desenvolveram a forma de Aids que afeta macacos.

“Achamos que (a vacina) tem a capacidade de manter o vírus sob controle, ou eliminar completamente o vírus”, disse Picker.

Picker e seus colegas cientistas, usaram um vírus relativamente inofensivo, chamado citomegalovírus (CMV), como um sistema de transporte para introduzir uma vacina experimental no corpo.

Ele foi escolhido porque cientistas acreditam que a maioria das pessoas já estão infectadas com o CMV, um vírus que permanece no corpo por toda a vida, mas acarreta em poucos ou nenhum sintoma, na maioria dos infectados.

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