Atualizado em: 30 setembro 2011

iPad produzido no Brasil pode não se tornar realidade

O tão alardeado projeto de construção de uma fábrica de iPads no Brasil pode nunca sair do papel. Altos impostos e infraestrutura precária são fatores impeditivos.

Dilma em reunião com o presidente da Foxconn

O plano de 22 milhões de reais para a Foxconn produzir o iPad da Apple no Brasil está na corda bamba, porque as negociações foram paralisadas devido a falta de acordo quanto a isenções fiscais e problemas estruturais do país.

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A proposta de construir o popular tablet da Apple no Brasil, que já vendeu dezenas de milhões de unidades em todo o mundo, foi anunciada em abril pela presidente Dilma Rousseff, durante uma visita oficial à China.

Funcionários saudaram o anúncio, que consideraram um sinal de crescentes laços econômicos com a Ásia e uma prova de que o Brasil está subindo na cadeia de fabricação com valor agregado.

No entanto, a ideia de um “iPad brasileiro” causou um ceticismo imediato entre o empresariado do Brasil, onde as fábricas têm lutado há anos com altos impostos, uma moeda sobrevalorizada e da falta de trabalhadores qualificados, devido à educação deficiente e um mercado de trabalho pouco flexível. A data de início de produção do iPad foi inicialmente estabelecida para junho e logo depois foi adiada para novembro.

Agora não está claro se o projeto vai decolar uma vez, pelo menos na forma como foi originalmente concebido, disseram autoridades na condição de anonimato. “As conversas têm sido muito difíceis e o projeto de um iPad brasileiro está em dúvida”, disse um deles.

A Foxconn) estaria fazendo exigindo grandes isenções fiscais e tratamento especial, o que não é de se estranhar, pois, na China, a empresa goza de condições muito mais favoráveis que no Brasil.

O jornal Folha de S. Paulo noticiou quinta-feira (29) que o financiamento para o projeto da Foxconn vindo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sem o qual a iniciativa pode entrar em colapso, pode ser negado.

Se o projeto for abandonado, se tornará um exemplo de como os impostos brasileiros, bem como a infraestrutura precária, são fatores extremamente limitadores para o crescimento do país. Estima-se que a economia brasileira vai crescer apenas 3,5 por cento em 2011, após uma expansão de 7,5 por cento no ano passado.

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