Atualizado em: 26 setembro 2011

Cartão Corporativo: Compras serão divulgadas na Web

Imaginem só, compras de cartão corporativo serão divulgadas na web.De acordo com Jorge Hage, as informações estarão disponíveis no Portal da Transparência do Governo, no qual serão mostrados o valor da despesa e local das compras mais importantes, e tem mais, ele ainda defende tornar público patrimônio de ministros.
Cartão Corporativo Compras serão divulgadas na Web

(Jorge Hage afirma, o governo deve satisfação ao povo, portanto, é necessário as compras através dos cartões corporativos serem divulgadas)

Saber onde estão sendo investidos o dinheiro do povo, este é o mínimo que devemos saber. De acordo com informações, o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, disse que decidiu disponibilizar através da web, todas as transações de compra de produtos e serviços efetuados através do cartão corporativo, o chamado Cartão de Pagamento do Governo Federal.

Sobre a divulgação

Segundo a nota divulgada através do G1, esta será uma medida que faz parte de um conjunto de compromissos assumidos pelo Brasil diante de mais os 46 países que aderiram à Parceria para Governo Aberto. Na verdade, isso é algo que todos nós desejávamos desde muito tempo, saber como é que funciona.

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Existe, para quem não sabe, o Portal da Transparência, no qual à quantia gasta pelo titular do cartão e o estabelecimento comercial onde houve a compra. Em sua pala palavras, Jorge disse: “Nosso próximo passo é exibir o objeto da compra, ou da despesa, o que foi pago. Hoje, você tem lá se a pessoa usou o cartão numa loja, mas não sabe o que foi comprado”.

Leiam e entendam mais sobre os fatos:

Esta medida, de acordo com informações, tem como o maior objetivo, em tornar as informações disponíveis na internet até o final de 2012, mas isso depende do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que desenvolve tecnologias de informação para o governo federal.

No ano de 2008, os cartões corporativos foram objeto de uma crise no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual acabou acumulando algumas investigações de casos de desfalque onde culminou a demissão da ministra da Igualdade Racional, Matilde Ribeiro, por suposto uso irregular do mecanismo de compra.

Os saques

Mais um medida será feita em relação a estes processos, ou seja, um tipo de medida será implementada através do governo no qual, segundo Hage, será a formal publicação dos gastos divulgada pela internet, onde os saques em dinheiro realizados pelos titulares dos cartões corporativos.

O ministro Jorge Hage afirma, este dinheiro sacado não aparece no portal em que foi aplicado, mas enfim, todo o gasto será, de uma forma mais ampla divulgado em que a prestação de contas do funcionário vai ser mostrada de uma forma concreta e nítida no Portal da Transparência.

Os dados em aberto

Esta sim, é uma ótima iniciativa por parte do governo. De acordo com a nota, há informações que afirmam, está prevista na carta de compromissos da Parceria para Governo Aberto é a adequação do Portal da Transparência ao formato “dados abertos”, com isso, a busca e a prática de saber mais sobre as divulgações de compras através do site, serão fáceis.

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Através do Portal da Transparência, você poderá manejar os dados da maneira que você quiser, com cruzamentos, análises, produzir gráficos. Se você ainda não acessou, conheça já o Portal da Transparência, bem mais prático e conhecido, a outra ação do governo será adaptar o formato para permitir o acesso por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

O governo vai ainda ampliar o acesso da população a detalhes de convênios federais com instituições privadas, além de informações sobre a destinação final de recursos de emendas parlamentares. “Determinados detalhes do conjunto de informações não são ainda de acesso aberto ao público, e um dos compromissos nossos é ir abrindo cada vez mais isso”, disse.

O patrimônio de ministros

Sobre o patrimônio de ministros, o ministro ressaltou o total acesso das pessoas, para que conheçam também os seus gastou através do portal. Após denúncia de que seu patrimônio teria aumentado em 20 vezes quando era deputado federal, o ministro foi considerado como o mais influente do governo Dilma, e com isso, Antonio Palocci foi forçado a pedir demissão após denúncia.

Para o ministro, ele se diz favorável a todas as medidas de transparência que envolvam agentes públicos, no entanto, ainda afirma que em seu entendimento, a pessoa que escolhe a vida pública renuncia em grande parte à privacidade. Em relação a aprovação dos dados a serem divulgados pela internet, seria necessário que uma lei que permitisse à CGU publicar na internet dados sobre os bens de ministros, enfim, o que nos resta, é saber mesmo se esta afirmação terá andamento, e realmente irá ocorrer.

“Eu sou a favor, inclusive, de legislação que venha a impor a obrigatória renúncia ao sigilo bancário, ao sigilo fiscal, de todos os altos agentes públicos.” afirma o ministro Hage.

O  sigilo de documentos

Em relação ao ministro, ele também defendeu que o projeto de lei que prevê o fim do sigilo eterno de documentos púbicos seja aprovado rapidamente no Senado.

Segundo a sua afirmação por parte de seus conhecimentos, há um certo consenso no governo em torno da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, que não permite renovação indefinida do sigilo, ou seja, aparentemente, ele luta pelo reconhecimento e divulgação do dinheiro gasto pelo governo a ser divulgado na web.

Ainda se mostrando à favor do povo, Hage faz uma crítica ao senador Fernando Collor (PTB-AL) no qual deixou a desejar, demorando para liberar o projeto para votação no plenário do Senado, para quem não sabe, Collor é presidente da Comissão de Relações Exteriores e tem se posicionado contra a proposta.

“O resto do Congresso todo está de acordo, menos ele. Ele acha que ele tem mais razão que os outros 500 deputados e 80 senadores. Agora, se alguém que acha que sozinho tem mais razão do que o resto do mundo, eu não posso fazer nada.” Para detalhes, acessem o site G1.

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