Atualizado em: 1 agosto 2011

Foxconn planeja usar 1 milhão de robôs

Depois de exigir que seus funcionários assinem acordos comprometendo se suicidar, e descumprir leis ambientais, Foxconn planeja implantação massiva de robôs.

Foxconn planeja usar 1 milhão de robôsA maior montadora de equipamentos tecnológicos do mundo, a chinesa Foxconn, anunciou que irá substituir parte de sua força de trabalho por mais de 1 milhão de robôs. Esta remodelação da cadeia produtiva será implementada no decorrer dos próximos três anos.

A Foxconn é uma gigante chinesa que emprega mais de um milhão de pessoas, mas atualmente se desconhece o número de trabalhadores a serem substituídos por robôs.

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Esta modernização em sua linha de montagem permitirá a Foxconn, reduzir significativamente os custos de produção e melhorar a eficiência da empresa.

Estes cerca de um milhão de robôs que a empresa planeja obter, seriam usados em tarefas mais básicas do processo industrial, tais como a pulverização, soldagem ou montagem.

Estes não serão os primeiros robôs instalados na linha de montagem da Foxconn A empresa já conta com cerca de 10 mil autômatos atuando em suas fábricas. Durante o próximo ano, prevê-se que o número de robôs poderia saltar para 300.000, e até um milhão nos próximos três anos.

A maioria dos gadgets vendidos no mundo são produzidos por esta empresa chinesa. A Foxconn tem entre seus clientes a Apple, Microsoft, HP, Sony e Nokia, entre outros.

Nos últimos anos, esta empresa foi mencionada várias vezes pela imprensa em função da onda de suicídios que ocorreu entre seus funcionários, embora precisemos ressaltar que sua força de trabalho é de 1,2 milhões de trabalhadores, e a taxa de suicídio constatada, equivalente a uma cidade com a mesma população.

A empresa anunciou recentemente uma grande reestruturação que incluiu o deslocamento de muitos dos funcionários de Xangai para Chongqing, no oeste da China. Esta reestruturação afeta entre 20 e 30 por cento de sua força de trabalho.

A introdução de um número maior de robôs na cadeia de produção poderia ser parte deste plano de reestruturação que vai durar cinco anos e visa reduzir o custo de produção, pelo menos oficialmente. Podemos supor que as intensas pressões internacionais relacionadas a descumprimento de leis trabalhistas e ambientais possam ter estar relacionadas com esta decisão.

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