Atualizado em: 3 fevereiro 2012

Defensora de parto natural morre após dar à luz

Aos 36 anos de idade morre ao dar à luz em domicílio, Caroline Lovell, a mulher que defendia a causa das parteiras e lutava pelo direito da mulher ter seus filhos em casa
Defensora de parto natural

Caroline Lovell, a defensora do parto natural morre ao dar à luz (Foto: Divulgação)

Morreu na última segunda-feira (23) a australiana Caroline Lovell, ela era defensora de parto natural realizado em domicilio e lutava pela causa das parteiras, a fim de regulamentar a profissão no próprio país.

A fotógrafa não só defendia o parto natural, como também dava à luz aos filhos em sua própria casa com o auxilio das profissionais parteiras. Caroline morreu ao dar à luz a sua segunda filha que recebeu o nome de Zahra. Ela não utilizou nenhum auxilio médico de qualquer hospital.

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Não se sabe ainda qual foi o motivo que ocasionou a morte da defensora de parto natural, mas segundo informações a mulher havia se preparado para receber Zahra em casa e também pediu a assistência de mais de uma parteira.

A mãe defensora de parto foi socorrida por uma ambulância, porém Caroline não sobreviveu, investigações serão feitas para averiguação do que realmente aconteceu. Ainda, de acordo com um grupo de parteiras de Melbourne, na Austrália casos como esse são raros.

Cresceu o número de adeptos ao parto natural

Apesar da resistência da medicina, várias mulheres têm optado pelo parto natural. Famosas como Gisele Bündchen deram à luz a seus filhos em casa. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) alerta as mães sobre os riscos que elas podem encontrar ao realizarem seus partos em domicílio.

No Brasil não existem dados que comprovem essa preferência, mas o que se tem certeza é que as mulheres acreditam que o parto natural é mais humanizado, evita muitas intervenções médicas desnecessárias e oferece a oportunidade delas se conhecerem mais intimamente.

Nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa feita pela Birth, especializada em cuidados perinatais, o número de mulheres que optam por isso subiu 20% entre os anos de 2004 e 2008.

O que ocorre diante de tudo isso é que ninguém pode ser proibido de dar à luz em casa, no entanto se um procedimento assim for realizado e qualquer complicação acontecer, o responsável será o médico que efetuou o parto.

Silvana Morandini é conselheira do Cremesp  em entrevista para o Estadão.com ela alerta para os perigos que podem vir a acontecer se um parto for realizado sem o auxilio de uma maternidade. São eles: hemorragia, sofrimento fetal, parada de progressão, que podem resultar em danos graves e até em morte.

Por isso, é importante dizer que ao pensar em realizar o seu parto em casa, faça um bom planejamento e procure profissionais confiáveis e capazes de te dar assistência.

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