Atualizado em: 30 janeiro 2012

Caso Eloá - Mãe teme pela liberdade de Lindemberg

Ana Cristina Pimentel espera que Lindemberg seja condenado pelo assassinato de sua filha Eloá no julgamento que acontecerá no dia 13 de fevereiro, e por todos os crimes dos quais é acusado e teme que o assassino seja libertado
Caso Eloá

Eloá Pimentel aparece na janela do seu apartamento no momento em que foi mantida refém por Lindemberg (Foto: Divulgação)

Depois de três anos após cometer o crime que parou o Brasil, Lindemberg vai a júri popular no dia 13 de fevereiro de 2012. Ele é acusado de assassinar a ex-namorada Eloá Pimentel com um tiro na cabeça em 2008, em Santo André, na grande ABC. A mãe da garota, Ana Cristina Pimentel da Silva teme que o assassino não seja condenado e volte para as ruas.

O Caso Eloá ainda não terminou, a mãe dela quer que Lindemberg permaneça atrás das grades, pois tem medo de que ele possa cometer o mesmo erro com outras mulheres. De acordo com entrevista ao Portal de Notícias R7, Ana conta que o rapaz não se arrependeu do crime que cometeu e ao encontrá-lo em uma das audiências, Lindemberg riu dela.

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Ana Pimentel ainda salienta que não tem raiva de Lindemberg, ela quer apenas que a lei seja cumprida e o malfeitor pague na justiça por todos os crimes que cometeu.

O caso Eloá foi notícia durante muito tempo na TV brasileira, pois foi o que durou mais tempo em se tratando de cárcere privado, a adolescente permaneceu quatro dias dentro de seu apartamento com o sequestrador.

Relembre o Caso Eloá

Eloá Cristina Pimentel foi morta após ficar por quatro dias presa dentro de sua própria casa pelo ex-namorado Lindemberg Alves. O rapaz invadiu o apartamento da família da moça no período da tarde por volta das 13:30 horas do dia 13 de outubro de 2008.

Eloá fazia um trabalho de escola com mais três amigos, uma era Nayara Silva, que foi atingida por Lindemberg na mão e no rosto, os outros dois saíram ilesos, porém só foram liberados depois que começaram as negociações entre o rapaz e a polícia.

As duas amigas foram mantidas em cárcere privado até o dia seguinte, em que Nayara foi liberada. Mas a pedido do próprio Lindemberg a garota retornou ao apartamento no dia 16. O sequestrador havia dito que se Nayara retornasse ao local ele se entregaria. A volta de Nayara foi em vão, Lindemberg não se entregou.

Nayara Silva

Nayara Silva ao sair do hospital acompanhada de seus pais (Foto: Divulgação)

As negociações continuaram e nada de acontecer a liberação de Eloá e sua amiga. A polícia não esperou mais e decidiu invadir o apartamento onde a menina morava com a mãe Ana Cristina Pimentel e os irmãos, após ouvir barulho de tiro.

Eloá é retirada de seu apartamento baleada na cabeça e encaminhada ao hospital morre no dia 18. Ela teve morte cerebral.

Os crimes dos quais Lindemberg é acusado

Depois de ter matado Eloá, Lindemberg aguarda no presídio do Tremembé o seu julgamento. Porém, ele não responde somente pelo crime de assassinato, responde também por sequestro e cárcere privado de menores de 18 anos. As meninas tinham 15 anos na época e tentativa de homicídio contra o sargento Atos Valeriano e Nayara.

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