Atualizado em: 29 março 2012

Brigas das torcidas Gaviões da Fiel e Mancha Alvi Verde - Informações

Quando os dois maiores rivais paulistas se enfrentam, o policiamento é reforçado nas ruas, a aglomeração nos arredores dos estádios aumenta e muita violência acaba por acontecer. Diante desse histórico é possível perceber que as torcidas organizadas precisam ser mais vigiadas
Você Sabia?
Reza a lenda que a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras surgiu antes da terceira vez que os times se enfrentaram. A equipe do Parque São Jorge almoçava, isso em 1918, quando os jogadores palmeirenses passaram pelo local e jogaram um osso de boi com algumas ofensas.
Corinthians e Palmeiras

A rivalidade entre as equipes do Corinthians e do Palmeiras ultrapassa as linhas do campo (Foto: Divulgação)

Não é de hoje que a maior rivalidade do futebol brasileiro permanece entre os times do Corinthians e do Palmeiras. Toda vez que os dois clubes se enfrentam o policiamento nas ruas aumenta, pois brigas das torcidas Gaviões da Fiel e Mancha Alvi Verde já não são nenhuma surpresa. O que surpreende é quando tudo acontece sem que haja nenhum morto.

No último domingo (25) ocorreu uma verdadeira barbárie na rua Inajar de Souza, a mais recente de muitas outras. O jogo entre equipes estava marcado para às 16h, mas antes os torcedores das organizadas já começavam a se reunir nas ruas, principalmente ao redor do estádio, muitos chegam a marcar brigas pela internet pelo simples prezar de apanhar, bater ou até morrer.

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Foi o que aconteceu com um integrante da Mancha, André Alves Lezo foi morto depois que vários torcedores armados com pedaços de pau, armas de fogo e barras de ferro se agrediram no meio da rua.

André Lezo

André Lezo, o torcedor palmeirense que sofreu traumatismo craniano no último confronto entre as torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alvi Verde (Foto: Divulgação)

A Policia Militar faz uma estimativa de 500 pessoas envolvidas. O fato é que o número de policiais que realizava a escolta dos palmeirenses era inferior ao de torcedores que brigavam, sendo assim, ficou impossível contê-los.

Além da morte de Lezo, o hospital São Camilo divulgou a morte cerebral do jovem Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, envolvido também na confusão. Ele teve um traumatismo craniano após várias pancadas na cabeça e está internado desde domingo. Agora Moreira respira através dos aparelhos.

Foram apreendidos os computadores de integrantes das duas torcidas e das próprias sedes, pretende-se descobrir se o confronto havia sido marcado via internet e quantos mais ainda podem estar programados.

Desde os primórdios

Os torcedores fanáticos da Gaviões da Fiel e da Mancha Alvi Verde dão o que falar desde que essa grande rivalidade foi estabelecida. O sentido de ir ao estádio para eles foi modificado, antes o prazeroso era torcer pelo time e conferir o espetáculo futebolístico, agora a disputa parece que é de quem bate mais.

Em 2011 a violência esteve presente, o torcedor do Corinthians Douglas Silva foi espancado por palmeirenses e jogado no Rio Tietê. Ele estava sem qualquer objeto que fizesse menção ao seu clube de coração, porém foi reconhecido por alguém. Na hora o rapaz tentou fugir, mas não conseguiu e morreu.

Ir ao estádio, ainda se for para assistir aos clássicos se tornou perigoso demais. As pessoas de maneira geral não se respeitam e as organizadas perderam a noção do bom senso e amor a camisa do clube que torcem.

A Policia Militar também erra

Polícia Militar

Polícia Militar atinge torcedores com bala de arma de fogo em Presidente Prudente (Foto: Divulgação)

Existem muitos culpados quando fatos como esses acontecem. Soma-se a tudo a ignorância dos torcedores e o despreparo da Policia Militar.

Em um dos enfrentamentos entre Corinthians e Palmeiras, em Presidente Prudente, no ano passado os soldados tentavam dispersar os palmeirenses, mas ao invés de utilizarem balas de borracha, os tiros foram de uma arma de fogo calibre 12.

Dois torcedores Alvi Verde foram atingidos, um era Lucas Alves, o outro Roberto Vieira de Castro Filho. A organizada alega que não estava havendo confronto algum, mas mesmo assim a confusão aconteceu e mais uma vez por culpa da violência, do Estado e dos torcedores.

Onde vamos parar

Enquanto não entenderem que esse tema precisa ser tratado seriamente e é um caso de segurança pública a situação não irá melhorar. As pessoas vão aos estádios e permanecem com medo, pois mesmo sem estar envolvida uma vitima inocente pode pagar o preço da irresponsabilidade de alguns.

Diante de todos esses fatos que fazem parte da história do futebol brasileiro podemos afirmar que isso não irá parar por ai. Cabe ao governo e as instituições responsáveis pelo esporte estudar medidas para que pessoas e famílias não sofram por culpa da inconsequência e mediocridade de outras.

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