Atualizado em: 29 agosto 2013

Bomba: Caso de Assédio na Rádio CBN

Vocês poderão entender melhor o assédio que uma estagiária de jornalismo sofreu na Rádio CBN de Curitiba.
Você Sabia?
O assédio sexual é um tipo de abuso, cometido geralmente por alguém com cargo hierárquico mais elevado em relação a um subordinado.
Bomba: Caso de Assédio na Rádio CBN ( Foto: Divulgação)

Bomba: Caso de Assédio na Rádio CBN ( Foto: Divulgação)

O caso de assédio que a estagiária de jornalismo Mariana Ceccon sofreu na rádio CBN Curitiba tomou um vulto enorme e a jovem registrou um boletim de ocorrência contra o jornalista Airton Cordeiro que foi o jornalista que a assediou em pleno expediente.

Infelizmente o caso fugiu ao controle da estagiária quando começou a ser comentado nos corredores da rádio até que chegaram às redes sociais e com esta exposição e sem saber quem era o jornalista os internautas começaram a especular. A gerência da CBN já havia sido informada a respeito do assédio, mas não tomou nenhuma atitude o que fez com que os jornalistas da rádio fizessem uma paralisação no dia 05 deste mês em solidariedade e protesto além de três deles se demitirem também que foi o chefe de reportagem Marcos Tosi, o diretor de jornalismo José Wille e o âncora Álvaro Borba.

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Os jornalistas que pediram demissão haviam investigado o caso ouvindo além da estagiária Mariana, mais cinco vítimas do jornalista que eram secretárias, telefonistas e estagiárias.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná está acompanhando as investigações e encaminhará o relato da estagiária para o Conselho de Ética para análise.

Abaixo trouxemos um trecho da carta escrita pela estagiária Mariana Ceccon

Mariana escreveu:

“Em vista da enorme pressão a que venho sendo submetida nos últimos meses creio que não é mais possível ficar quieta sobre este assunto. Primeiro eu gostaria de deixar bem claro que em hipótese alguma eu gostaria que este caso viesse a público. Primeiro pela imensa humilhação, segundo por vergonha em olhar para as pessoas e por último pela inocente crença de que assuntos corporativos podem ser resolvidos dentro da empresa. Acontece que trabalhando em uma rádio nada do que acontece pode se manter por muito tempo em silêncio. Agora vejo meu direito de “ficar calada” ser completamente anulado quando pessoas me mandam mensagens perguntando se a tal estagiária sou eu, quando meus colegas me olham estranho, além de ler, ouvir, centenas de versões para uma história que sei que só eu posso dar um basta.

Em setembro completarei 6 meses de estágio na CBN Curitiba. Como muitos sabem eu adoro trabalhar lá. Meus colegas sempre me trataram bem, nunca como a “estagiária”, me passaram conhecimento, respeitaram-me como profissional desde o início. Tanto que eu tive a oportunidade de ajudar a produzir o programa, editar e nos últimos meses tive o privilégio de ajudar na construção do jornal de dentro do estúdio. Foi lá que eu pude conhecer melhor como funciona a programação e conheci pessoas que eu admiro muito.

Também no estúdio pude trabalhar com o comentarista Airton Cordeiro, uma pessoa que sempre respeitei pela história na imprensa paranaense. Nos primeiros dias de estúdio tratei o Airton como trato um tio avó. Ele me pedia para atender seu celular durante o programa e para ajudar com coisas no computador como, por exemplo, anexar e imprimir arquivos. Até então ele nunca havia me faltado com respeito.

No fim de junho começaram as baixarias. Dentro do estúdio, durante os intervalos, o Airton começou a fazer piadas de péssimo gosto sobre o Caso Tayná, sobre política, sempre usando termos de baixo calão “……………….

Vocês poderão acabar de ler a carta da estagiária no site do Sindijor Paraná 

Bomba: Caso de Assédio na Rádio CBN ( Foto: Divulgação)

Bomba: Caso de Assédio na Rádio CBN ( Foto: Divulgação)

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