Atualizado em: 19 agosto 2011

Após polêmica, Zara irá revisar condições de trabalho de seus fornecedores

O grupo Inditex, proprietário da marca Zara, exigiu que todas as codições de seus forncedores no Brasil fossem revisadas.

O grupo espanhol proprietário da marca Zara, o Inditex, se pronunciou depois do escândalo espalhado de que trabalhadores estrangeiros estavam sendo submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da famosa marca aqui no Brasil. A empresa inditex disse que vai revisar, em colaboração com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o sistema de produção de seus fornecedores no País para garantir que não haja exploração dos funcionários. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 18 de agosto.

A notícia sobre o trabalho escravo caiu como uma bomba no país, já que a marca é uma das mais valorizadas. Tanto as jovens como as mais velhas é o publico da Zara.

Para se ter uma ideia, os trabalhadores tinham que pedir autorização para sair das oficinas, que além de local de trabalho era moradia. Nos ateliês, havia pelo menos 15 costureiras – sendo uma adolescente – que recebiam salários entre R$ 246 e R$ 458 por jornada de trabalho superior a 12 horas. A Companhia espanhola exigiu que o fornecedor responsável corrija a situação do trabalho irregular imediatamente.

“Esse caso representa uma grave infração ao Código de Conduta para Fabricantes e oficinas externas da Inditex, que esse fabricante havia assumido contratualmente”, afirmou a multinacional têxtil, em entrevista para o portal Terra, que disse que o código estipula a máxima proteção aos direitos dos trabalhadores.

No geral, o quadro encontrado pelos agentes do poder público, incluía contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade.

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