Atualizado em: 2 setembro 2011

Aluna do Mackenzie é acusada de Racismo – Entenda o Caso

Segundo o irmão do professor, a aluna do 5.º semestre noturno teceu "considerações raciais, chamando Paulo na frente de sua filha de 'negro sujo' e afirmando que 'preto não pode dar aula no Mackenzie'.

O procurador de Justiça e professor da faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Paulo Marco Ferreira Lima ameaçou dar voz de prisão a uma aluna do 5.º semestre do curso na sexta-feira, 26 de agosto. A confusão aconteceu dentro da faculdade quando a aluna abordou o professor e começou a questionar sua metodologia de ensino. Segundo o professor, a aluna estava bastante alterada e até invadiu a sala de aula que ele já havia fechado até a porta. A única solução, para ele, fora ameaçá-la. Paulo Marco disse que ou ela parava, ou ele lhe daria voz de prisão.

A confusão tomou uma proporção ainda maior quando o irmão de Paulo Marco. Marco Antônio postou na tarde de terça-feira, 30 de agosto, em letras maiúsculas, que a aluna do 5.º semestre noturno teceu “considerações raciais” sobre Paulo Marco, “chamando-o na frente de sua filha de ‘negro sujo’ e afirmando que ‘preto não pode dar aula no Mackenzie’ e que ‘preto não pode ter poder'”. Amigos de Marco Antônio na rede social, entre eles alunos do Mackenzie, escreveram mensagens de apoio aos professores.

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Paulo Marco deu uma entrevista pra o Estadão, no qual, dizia que  a aluna quis “tirar satisfação” e criticar sua aula. “Entrei na sala para dar a última aula do dia e ela continuava falando. Fechei a porta. Ela arrombou. Pedi aos seguranças para tirá-la da sala. Ela continuou gritando e me ofendendo. Foi aí que falei: ou a senhora para ou eu vou te dar voz de prisão por desacato. Ela parou de gritar depois da ameaça.” “Ameaçar prender não é abuso de autoridade. Seria se eu tivesse prendido ela sem razão”, afirmou. “Achei que ela iria me agredir, porque estava totalmente transtornada. Tive de fazer alguma coisa para contê-la.”

A Universidade se pronunciou em meio a confusão e de acordo com a nota divulgada, o Mackenzie disse que a estudante foi atendida pelo diretor da Faculdade de Direito e “não houve prisão”. “Os fatos ainda estão sendo apurados para que as providências cabíveis sejam tomadas”, afirmou a universidade.

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