Atualizado em: 10 junho 2013

Musicas Eruditas Famosas para Ouvir

Antes de conhecer os principais generos musicais clássicos, é necessário que se saiba o que é uma obra. Uma obra é simplesmente um conjunto de movimentos, ou seja, um conjunto de músicas.

publicidade:

Diferente da actualidade, onde cada música é composta sem ligação com nenhuma outra, na música clássica o compositor compõe um conjunto de movimentos que posteriormente farão parte de uma obra. Por exemplo, uma sinfonia é, normalmente, composta por 4 músicas. Já um concerto, geralmente divide-se em 3 partes.
Cada movimento geralmente tem o nome conforme a sua velocidade. Abaixo estão relacionados os tipos de movimento, desde o mais rápido até a música mais lenta:

Prestíssimo
Presto
Allegro
Allegretto
Andante
Andantino
Adagio
Larghetto
Largo

Abaixo encontram-se os principais géneros musicais da música erudita. Vejamos:

Abertura – Música composta para orquestra, geralmente com carácter festivo.

Cantata – É uma forma musical surgida na Itália, no século XVII, caracterizada por ser cantada, à diferença da tocata, executada por instrumentos de teclado, e da sonata, composta para instrumentos de corda. Desenvolveu-se no Barroco, atingindo seu apogeu com J.S.Bach.

Concerto – O concerto é um dos géneros mais importantes da música erudita. Normalmente divide-se em 3 partes, sendo que a segunda música é lenta. A principal característica de um concerto é a melodia de um instrumento solista, com o acompanhamento orquestral. Por exemplo, num concerto para violino, o violinista se destaca diante de uma orquestra. Existem também, os concertos para dois e até três solistas, conhecidos respectivamente como concerto duplo e concerto triplo.
J.S.Bach foi o primeiro compositor a consolidar o género em 3 movimentos. Geralmente, o primeiro possui uma introdução orquestral, que antecede a entrada do instrumento solista. E a música transcorre normalmente. Na maioria dos finais dos primeiros movimentos, há uma passagem onde o solista executa seu instrumento solitariamente, até que a orquestra retorne e conclua a primeira parte. Essa característica passou a existir a partir do Classicismo. O segundo movimento, como já foi mencionada, é uma música lenta. Em seguida, vem o terceiro movimento, a conclusão da obra.
Como vimos, os concertos possuem algumas características. Mas isso não significava que o compositor fosse obrigado a seguir estas regras. Existem alguns concertos que possuem 4 ou 2 movimentos. Outros, já começam com uma música lenta. A introdução do primeiro movimento também inexiste em alguns raros concertos.

Divertimento – Forma musical que se caracteriza pela leveza. Pode ser composto para um ou vários instrumentos e consta em geral de uma série de movimentos alternados e livres. O termo indica, sobretudo na França, um intermezzo com dança, que no século XVII e XVIII se inseria nas óperas e comédias-balés.

Lied – Forma musical originária do Romantismo alemão. Lied nada mais é que uma canção, normalmente composta para um(a) cantor(a), podendo haver também, mais de um solista. A obra é constituída por uma estrutura musical organizada a partir de um poema. A música, de grande complexidade harmônica e bastante elaborada, adapta-se sempre ao texto, que tem função fundamental. A parte instrumental geralmente é atribuída ao piano. O maior mestre do género foi Schubert. Mas Schumann, Brahms, Mahler, além de Fauré e Mussorgsky também aderiram ao género.

Missa – Género sacro católico. Quando possui carácter fúnebre, também é conhecido como Réquiem. Geralmente possui as seguintes partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus, Benedictus, Agnus Dei, etc.

Moteto – Género de música sacra vocal polifónica, geralmente sem acompanhamento instrumental, e com textos em latim. Ocupou lugar central na liturgia da Igreja Católica. Tal como o madrigal – sem similar profano – o moteto atingiu o auge no século XVI. No século XVII, foi enriquecido com instrumentos. Entre os principais compositores de motetos estão Palestrina e J.S.Bach. O género entrou em decadência em fins do século XVIII.

Música de câmara – São as peças executadas por pequenas orquestras. As músicas de câmara trazem em seu nome, o número de integrantes que a executam: trios, quartetos, quintetos, octetos, etc.
Por exemplo, um quarteto para cordas é constituído por 2 violinos, uma viola e um violoncelo. Um quinteto para piano, possui além deste instrumento, mais 2 violinos, uma viola e um violoncelo.

Ópera – Peça teatral cantada, com acompanhamento orquestral. Surgiu no final do século XVI, em Florença, como tentativa de recriar a tragédia grega. Divide-se em duas categorias: a ópera séria ou melodramática e a cómica ou bufa. As primeiras óperas Dafne (1597) e Euridice (1600), foram compostas por Peri, versando sobre temas da mitologia grega. Dentre os maiores compositores operísticos destacam-se: na Itália, Scarlatti, Rossini, Bellini, Donizetti, Verdi e Puccini; Na França, Lully, Rameau, Gounod, Bizet e Massenet; Na Alemanha, Gluck, Weber e Wagner. Na Áustria, Mozart. Na Inglaterra, Händel. Na Rússia, Glinka, Mussorgsky e .

Opereta – Pequena peça musical derivada da ópera cómica, com partes faladas e cantadas. Considera-se como precursora no género, a obra A ópera dos mendigos, paródia sobre as óperas sérias de Händel. Contudo, a opereta firmou-se e popularizou-se só em meados do século XIX, com , Suppé e Strauss II.

Oratório – Composição musical para solistas vocais, coro e orquestra, geralmente de conteúdo religioso. Originou-se do teatro sacro medieval por volta de 1600. Entre os seus cultores incluem-se J.S.Bach e Händel, cujo O Messias é, provavelmente, a mais famosa composição do género.

Poema Sinfônico – Forma de música orquestral em um único movimento. Popular na segunda metade do século XIX, narra uma história ou uma cena. Foi criado por Liszt.

Serenata – Concerto de instrumentos de estilo leve e comunicativo. É famosa a Serenata n.º 13, de Mozart.
Sinfonia – Um dos mais importantes géneros musicais. Diferente do concerto, não possui destaque de nenhum instrumento, sendo que cada um possui várias participações ocasionais, e orquestra de cordas carrega a melodia principal.
O género divide-se em 4 partes: O primeiro movimento pode ser uma música de carácter ligeiro, um allegro por exemplo. Alguns primeiros movimentos possuem introdução lenta. O segundo movimento é a música lenta da obra. Pode ser um largo, um andante, um adagio. O terceiro movimento é conhecido como minueto. É a música mais simples da obra. Possui um tema inicial, que em seguida é interrompido por outro tema bem diferente. Antes de terminar, o tema inicial retorna, concluindo a música. O quarto e último movimento (finale) pode ser a música mais emotiva da obra. Tem características semelhantes à do primeiro movimento, embora eu a considere mais triunfante.
A sinfonia surgiu no Classicismo, tendo sua consolidação com Haydn, considerado o pai da sinfonia. O seu contemporâneo Mozart também foi um grande génio do género.
Porém, no Romantismo, a sinfonia passou a ser maior, e de carácter mais emotivo. Beethoven, transformou o minueto, em scherzo. Foi o primeiro compositor a colocar um coral no último movimento. Outros grandes compositores sinfónicos desta época foram Schubert, Bruckner, Brahms e Tchaikovsky.
É importante lembrar que, apesar das características citadas, nem todas as sinfonias foram compostas seguindo rigorosamente a forma. Existem raras obras no género que possui 3 ou 5 movimentos. O movimento lento é a terceira parte de algumas sinfonias.

Sonata – Composição musical geralmente para um ou dois instrumentos. O termo, surgido na Itália no século XVI, referia-se originalmente a peças para instrumentos de cordas, e opunha-se à tocata (para cravo ou órgão) e à cantata (para canto). Desde o final do século XVIII a sonata ficou restrita a composições para piano ou outro instrumento solista (este em geral, com acompanhamento pianístico), geralmente divididas em 3 ou 4 movimentos. Entre os grandes cultores da sonata destacam-se Corelli, Vivaldi, J.S.Bach, Haydn, Mozart e Beethoven.

Stabat Mater – Cânticos da liturgia católica surgidos no século XIII, e que narram os sofrimentos da Virgem Maria durante o Calvário de Cristo. Foi incorporado ao ofício das missas de Nossa Senhora das Dores e da Sexta-Feira da Paixão. É cantado geralmente em gregoriano, sendo também comum o canto em várias vozes. A primeira composição no género é atribuída ao Monge Jacopone da Todi. Foi cultivado por muitos compositores de música sacra, destacando-se o Stabat de Palestrina, Rossini e Dvorak.

Suíte – Forma de música instrumental desenvolvida na Alemanha e na França no século XVII e XVIII, e que voltaria a florescer no final do século XIX, com características mais livres. Consiste em uma sequência de movimentos de dança, todos na mesma tonalidade, mas variando no andamento. A combinação era geralmente constituída de prelúdio, allemande, courante, sarabande e gigue, podendo ser incluídos movimentos adicionais, como minueto, gavotte, ciaccona, siciliana, etc. Principais cultores da suíte: Couperin, Rameau, J.S.Bach e Händel.
Tocata – Forma musical de estrutura livre e de carácter virtuosístico, composta para instrumentos de teclado: órgão, cravo e piano. As primeiras composições com essas características datam do século XVI. No século XVIII, era comum ser seguida de uma fuga. Bach celebrizou essa forma de composição.
Ao ouvir música clássica, procure sempre ouvir a obra completa. Não limite-se à um movimento que seja mais famoso, ou que goste mais. Ouvir parte de uma obra, é como ler apenas um capítulo de um livro…
Como vimos inicialmente, os movimentos costumam ter o seu nome definido conforme sua velocidade. Porém, pode ser acrescentado ao mesmo outras denominações, que indicam o seu estilo. Esse movimento pode ser uma valsa, uma dança de origem italiana, ou um minueto por exemplo. Abaixo, segue alguns exemplos:

Allemande – Dança de origem alemã.

Barcarola – Composição musical no estilo das canções dos gondoleiros venezianos, marcada por ritmo em tempo de 6/8 ou 12/8. Chopin, Mendelssohn e Offenbach foram alguns dos músicos que se dedicaram a esse tipo de composição.7

Bourée – Dança de origem francesa.

Ciaccona – ver Passacaglia.

Ecossoise – Dança de origem escocesa.

Espagniol – Dança de origem espanhola.

Forlane – Dança de origem inglesa.

Gavotte – Dança popular francesa de passos saltitantes, muito comum na corte de Luís XIV. Couperin e J.S.Bach utilizaram alguns de seus elementos em várias composições.

Gigue – Dança ligeira de origem inglesa, muito popular na Irlanda, desde o século XVI. É também o nome de uma dança italiana, de estrutura binária e em voga nos séculos XVI e XVII, que costumava encerrar uma suíte ou um concerto de câmara. Foi aproveitada por grandes compositores como J.S.Bach e Händel.

Intermezzo – Pequena peça de carácter ligeiro, representada durante os ‘intervalos’ de um movimento mais importante.

Mazurca – Dança de origem polonesa.

Minueto – Antiga dança francesa em compasso 3/4, caracterizada pela delicadeza dos movimentos. Muito popular na corte de Luís XIV, difundiu-se pela Europa nos séculos XVII e XVIII. Geralmente, é utilizada como terceiro movimento de uma sinfonia clássica.

Noturno – Música de carácter geralmente melancólico, popularizado por Chopin

Passacaglia (Ciaccona) – Dança espanhola surgida no século XVI e difundida por toda a Europa. Segue uma forma musical em compasso ternário e andamento lento, usada entre outros por J.S.Bach e Brahms.

Polca – Dança com uma base rítmica de 2/4 e originária do folclore da Boêmia (Rep. Tcheca e Eslováquia). Tornou-se moda no século XIX.

Polonesa – Dança originária de Polônia.

Prelúdio – Introdução para uma peça musical, geralmente escrita para instrumento de teclado. Foi empregada por J.S.Bach para introduzir suas fugas e suítes. Na música para piano mais recente, o prelúdio tem sido tratado como uma peça completa, como nos Prelúdios de Chopin.

Rapsódia – Composição musical de estrutura indefinida, que dá ao compositor liberdade em matéria de estilo, forma e temática, frequentemente reunindo vários temas de inspiração folclórica. Ficaram famosas as Rapsódias de Liszt.

Rondo – Composição musical derivada do verso medieval Rondeau, no qual um refrão ou tema é intercalado com outros temas contrastantes. Foi incorporado à parte final das sonatas, concertos e sinfonias do século XVIII.

Sarabande – Dança espanhola do século XVI, assimilada pelos franceses e despojada de sua movimentação vibrante, para dar origem, no século XVII, a uma dança lenta, em ritmo ternário, sob a forma de procissão. Aparece muitas vezes como um movimento lento, na suíte instrumental barroca.

Scherzo – Palavra italiana que significa ‘gracejo’, e indica, em música, um movimento rápido e brilhante, criado por Beethoven, em substituição do Minueto. É geralmemte, o terceiro movimento de uma sinfonia romântica.

Tarantela – Conhecida dança italiana.

Valsa – Dança de compasso ternário, originária do Landlër. Compositores como Chopin e Liszt mostraram grande apreço pelo género. Mas popularizou-se, em grande parte devido às composições de Strauss II, tornando-se a dança favorita dos salões.

Fonte

Você também vai gostar disso:

Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook