Atualizado em: 24 abril 2013

Massacre do Carandiru: Como tudo Aconteceu

A Organização das Nações Unidas (ONU) elogiou ontem a condenação de 23 policiais que participaram em 1992 no Brasil.
Você Sabia?
Que o carandiru foi inaugurada na década de 1920 e sua construção é do engenheiro-arquiteto Samuel das Neves, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros que em 5 de dezembro de 1938, pelo decreto estadual 9.789
carandi

A Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida como Carandiru por localizar-se no bairro homônimo da cidade de São Paulo

O massacre da chamada Casa de Detenção de São Paulo ou o mais conhecido como massacre do Carandiru, como foi popularizado pela imprensa aconteceu no dia 2 de outubro de 1992, foi nesta época que uma rebelião teria causado a morte de pelo menos cento e onze detentos pela Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Os Motivos da Rebelião

A rebelião teria começado com uma briga de presos no Pavilhão 9 da casa de Detenção. Foi então que houve a intervenção da Polícia Militar liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães que tinha como principal justificativa acalmar a rebelião no local.

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Diversos sobreviventes afirmam que o número divulgado é muito superior do que a polícia teria divulgado. Muitas pessoas ainda afirmam que a polícia estava atirando em detentos que já haviam se rendido ou que estavam se escondendo em suas celas. Nenhum dos sessenta e oito policiais envolvidos nestes massacre foi morto. E com isto a promotoria do julgamento do coronel Ubiratan classificou esta intervenção como sendo desastrosa e também mal preparada.

Condenação do Coronel Ubiratan

No mês de junho de 2001 o então Coronel Ubiratan teria sido condenado a 632 anos de prisão por mais de 102 das 11 mortes do massacre, sendo assim seis anos por cada um dos homicídios e vinte anos por cinco tentativas de homicídio. No ano seguinte ele teria sido eleito deputado estadual por São Paulo. Depois desta sentença ode condenação o órgão recorreu e o réu acabou sendo absolvido causando assim a indignação em vários grupos de direitos humanos que teriam acusado o fato de ser um passo para trás da justiça brasileira.Em 2006 o coronel teria sido assassinado em um crime que não teve nenhuma ligação aparente com o massacre.

O massacre trouxe tanta indignação por parte dos detentos de outras penitenciárias onde supostamente decidiram formar o chamado Primeiro Comando da Capital (PCC) um ano depois do evento. Uma das afirmações iniciais do grupo é que pretendiam combater a opressão no sistema prisional paulista e vingar a morte destas pessoas. Apesar disto este é um dos principais grupos de crimes organizados no Brasil e é muito questionada não havendo provas que exista qualquer tipo de ligação da facção e do massacre dos detentos.

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