Atualizado em: 7 outubro 2011

E haverá sinais nos céus em 8 de outubro

A chuva dos Draconídeos que ocorre entre os dias 6 e 10 de outubro, com máximo previsto para o dia 8 é o espetáculo astronômico do mês.

“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra angústia entre as nações em perplexidade por causa do mar e das ondas; haverá homens desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21 25-28

É a primeira vez que cito um texto bíblico em um dos meus artigos. Não que eu esteja com isso insinuando que o evento previsto para 8 de outubro seja algum tipo de apocalipse, fim do mundo ou coisa parecida, mas ai está para aqueles que associam todos os fenômenos astronômicos à profecias bíblicas.

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Cometa Giacobini-Zinner fotografado em 20 de setembro de 1998. (National Astronomical Observatory of Japan)

Cometa Giacobini-Zinner fotografado em 20 de setembro de 1998. (National Astronomical Observatory of Japan)

Após todo este suspense, vamos aos fatos: Dia 5 de outubro irá ocorrer uma grande chuva de meteoritos, cerca de 750 por hora, fruto do encontro da órbita terrestre com pequenos fragmentos do cometa Giacobini-Zinner.

Não é algo catastrófico ou incomum. De fato, o mês de outubro é caracterizado pela possibilidade de chuvas de meteoritos.

A cada 6,6 anos, o cometa Giacobini-Zinner nos visita, e durante sua passagem, ele deixa um filamento estreito de poeira, que ao longo do tempo se transforma em uma grande rede de filamentos que a Terra deverá encontrar no começo de outubro.

Os meteoritos (na verdade meteoróides) não são grandes pedras como poderíamos pensar a princípio, mas sim pequeninos fragmentos de poeira chamados Draconídeos.

Não seria a primeira vez. Encontros íntimos com filamentos de poeira produziram as tempestades de mais de 10.000 Draconídeos por hora em 1933 e 1946 e explosões menores em 1985, 1998 e 2005.

Os astrônomos não tem certeza do quão forte será a chuva dos Draconídeos, nem o tamanho do espetáculo que poderão proporcionar, mas o fenômeno não se assemelhará a uma chuva catastrófica de bolas de fogo, ao estilo hollywoodiano.

De fato, Sul e Sudeste do Brasil não estão em posição favorável para observações, visto que o fenômeno incidirá sobre o hemisfério norte, entretanto em tempos de Internet, não faltarão vídeos no YouTube.

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