Atualizado em: 25 outubro 2010

Tarsila do Amaral – Biografia e Obras

Biografia

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Tarsila de Amaral nasceu no dia primeiro de setembro de 1886, em Capivari, no interior de São Paulo. Seus pais eram José Estanislau do Amaral Filho e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, e neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em virtude da imensa fortuna acumulada em fazendas do interior paulista. Com isso, seu pai herdou toda a fortuna e ela pode ser criada a base de muita cultura, não só brasileira, mas como a européia também.

Tarsila estudou em São Paulo no Colégio Sion, mas só completou seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, “Sagrado Coração de Jesus”, aos 16 anos. Ela se casa em 1904, logo que chega da Europa, com André Teixeira Pinto Rosa, e teve sua única filha Dulce, mas seu casamento chegou ao fim rapidamente, por seu marido não aceitar seu trabalho artístico.

Em 1920 embarca para a Europa objetivando ingressar na Académie Julian em Paris. Em 1922 Tarsila regressa ao Brasil e se integra com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. Nessa época começa seu namoro com o escritor Oswald de Andrade. Em janeiro de 1923, na Europa, Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha.

Em 1926 eles se casam e, no mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. Em 1928, Tarsila pinta o Abaporu, cujo nome de origem indígena significa “homem que come carne humana”, obra que originou o Movimento Antropofágico, idealizado pelo seu marido.

Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em virtude da quebra da Bolsa de Nova York e da consequente crise econômica, Tarsila e sua família de fazendeiros sentem no bolso os efeitos da crise do café. Ainda em 1929, Oswald de Andrade deixou Tarsila para ficar com a revolucionária Patrícia Galvão.

A partir da década de 40, Tarsila passa a pintar retomando estilos de fases anteriores. Expõe nas 1ª e 2ª Bienais de São Paulo e ganha uma retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) em 1960. É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de 1963 e, no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de Veneza.

Em 1966, Tarsila perdeu sua única filha, Dulce, que faleceu de um ataque de diabetes e faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em 17 de janeiro de 1973. Foi enterrada no Cemitério da Consolação de vestido branco, conforme seu desejo.

Obras

  • Pátio com Coração de Jesus (Ilha de Wight) – 1921
  • A Espanhola (Paquita) – 1922
  • Chapéu Azul – 1922
  • Margaridas de Mário de Andrade – 1922
  • Árvore – 1922
  • O Passaporte (Portait de femme) – 1922
  • Retrato de Oswald de Andrade – 1922
  • Retrato de Mário de Andrade – 1922
  • Estudo (Nú) – 1923
  • Manteau Rouge – 1923
  • Rio de Janeiro – 1923
  • A Negra – 1923
  • Caipirinha – 1923
  • Estudo (La Tasse) – 1923
  • Figura em Azul (Fundo com laranjas) – 1923
  • Natureza-morta com relógios – 1923
  • O Modelo – 1923
  • Pont Neuf – 1923
  • Rio de Janeiro – 1923
  • Retrato azul (Sérgio Milliet) – 1923
  • Retrato de Oswald de Andrade – 1923
  • Autorretrato – 1924
  • São Paulo (Gazo) – 1924
  • A Cuca – 1924
  • São Paulo – 1924
  • São Paulo (Gazo) – 1924
  • A Feira I – 1924
  • Morro da Favela – 1924
  • Carnaval em Madureira – 1924
  • Anjos – 1924
  • EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil) – 1924
  • O Pescador – 1925
  • A Família – 1925
  • Vendedor de Frutas – 1925
  • Paisagem com Touro I – 1925
  • A Gare – 1925
  • O Mamoeiro – 1925
  • A Feira II – 1925
  • Lagoa Santa – 1925
  • Palmeiras – 1925
  • Romance – 1925
  • Sagrado Coração de Jesus I – 1926
  • Religião Brasileira I – 1927
  • Manacá – 1927
  • Pastoral – 1927
  • A Boneca – 1928
  • O Sono – 1928
  • O Lago – 1928
  • Calmaria I – 1928
  • Distância – 1928
  • O Sapo – 1928
  • O Touro – 1928
  • O Ovo (Urutu) – 1928
  • A Lua – 1928
  • Abaporu – 1928
  • Cartão Postal – 1928
  • Antropofagia – 1929
  • Calmaria II – 1929
  • Cidade (A Rua) – 1929
  • Floresta – 1929
  • Sol Poente – 1929
  • Idílio – 1929
  • Distância – 1929
  • Retrato do Padre Bento – 1931
  • Operários – 1933
  • Segunda Classe – 1933
  • Crianças (Orfanato)- 1935/1949
  • Costureiras – 1936/1950
  • Altar (Reza) – 1939
  • O Casamento – 1940
  • Procissão – 1941
  • Terra – 1943
  • Primavera – 1946
  • Estratosfera – 1947
  • Praia – 1947
  • Fazenda – 1950
  • Porto I – 1953
  • Procissão (Painel) – 1954
  • Batizado de Macunaíma – 1956
  • A Metrópole – 1958
  • Passagem de nível III – 1965
  • Porto II – 1966
  • Religião Brasileira IV – 1970

Operários

Carnaval em Madureira

Abaporu

Morro da Favela

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