Piloto diz à polícia que mudou posição de manete
De acordo com o promotor Mário Sarrubbo, os pilotos disseram ter colocado a manete da aeronave, correspondente ao reversor que estava travado, em “idle”, ao invés de posicioná-las em “idle reverse”, como indica as novas normas da Airbus. O piloto teria entendido, segundo informações do promotor, que para pousar em uma pista molhada e escorregadia como a de Congonhas, este seria o procedimento mais correto.
Ainda segundo o promotor, com esse procedimento, recomendado pela Airbus até o início do ano, Lima informou que ganharia mais 50 m de pista.
O co-piloto Daniel Alves da Silva disse à polícia que concordou com o procedimento de pouso do piloto. Segundo ele, quando o reversor está pinado e a manete é colocada em posição “idle”, o motor não acelera, enquanto que se o equipamento for posicionado em “idle reverse”, a turbina produz uma pequena aceleração, parando cerca de 55 m depois do previsto.
A posição errada das manetes (alavancas que controlam a aceleração do avião) é uma das hipóteses das causas do acidente com o Airbus da TAM. O brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), teria dito à CPI do Apagão Aéreo na Câmara que as manetes estariam em posições conflitantes na hora do acidente.
Segundo Kersul, enquanto a alavanca da esquerda estaria posicionada na posição “idle” (ponto morto), a manete da direita marcaria “climb” (ponto de aceleração), o que impediria o funcionamento do sistema de frenagem do avião.
Redação Terra
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