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O Ministro de Minas e Energia,Edson Lobão, ameaça punir quem subir preço da gasolina



 

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, afirmou nesta sexta-feira (2) que a fiscalização do governo para evitar que o reajuste da gasolina seja repassado aos consumidores será intensa. “O governo está muito atento. Os órgãos do governo estarão fiscalizando permanentemente e esse risco não ocorrerá para o consumidor”, garantiu Lobão.

Questionado sobre a possibilidade de sanções contra os postos que elevarem os preços indevidamente, o ministro foi evasivo. Ele limitou-se a dizer que “o governo tem os seus meios para estabelecer essas punições.”

Lobão lembrou que a compensação com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) evitará a alta no preço. “Esta imposição será feita no fornecimento do combustível, eles não repassarão”, reiterou.

Reajuste

O ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou na última quarta-feira (30) um aumento de 10% no preço da gasolina e de 15% no do óleo diesel, mas somente para as refinarias.

De acordo com Guido Mantega, esse reajuste não será repassado para os consumidores porque o governo decidiu reduzir a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) no preço da gasolina.

Para Mantega, a redução da Cide compensará o reajuste. O ministro da Fazenda explicou que a Cide cai de R$ 0,28 para R$ 0,18 no preço do litro da gasolina, o que terá efeito de reajuste zero, segundo o jargão econômico.

No diesel, a conta é outra. A Cide cai de R$ 0,07 para R$ 0,03 por litro do diesel. Isso, segundo Mantega, provocará um aumento de 8,8% nas bombas. Esse é o teto de reajuste com que o governo trabalha.

Argentina

Lobão confirmou que o governo vai repassar energia para a Argentina este mês para suprir a demanda durante o inverno. “Houve um encontro com a Argentina, e ficou decidido que o Brasil fornecerá energia no inverno argentino. Vamos fornecer inicialmente cerca de 800 megawatts, podendo chegar a 1500 megawatts. Essa energia será oriunda de hidrelétricas brasileiras, exceto Itaipu. E termoelétricas também”, disse.

Ele explicou também que parte da energia será paga pela Argentina e outra será compensada com a devolução em um período do final do ano. Lobão reuniu- se nesta sexta com o ministro do Planejamento, Investimentos e Serviços da Argentina, Julio De Vido, para discutir o fornecimento de energia elétrica do Brasil ao país vizinho.

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Imprimir este artigo | Sexta-feira, 2 de Maio de 2008 | Escrito por Carlos Alberto

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