Atualizado em: 2 março 2011

Núcleo da Terra gira mais lentamente que se pensava

Núcleo da Terra gira mais lentamente que se pensavaUm grupo de geofísicos descobriu que o núcleo da Terra gira muito mais lentamente do que se pensava, afetando o campo magnético, de acordo com um artigo publicado pela revista Nature Geoscience.

O estudo realizado pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge, indica que o núcleo do planeta gira muito mais lentamente do grau anual que se pensava anteriormente, e que na realidade, a velocidade de rotação é menor que 1 grau a cada um milhão anos.

publicidade:

O núcleo interno da Terra cresce lentamente a medida que o fluido externo vai se solidificando sobre superfície do núcleo externo, afirma o estudo, assinado por Lauren Waszek, e a diferença na velocidade hemisférica leste-oeste deste processo está concentrada na estrutura de núcleo interno.

“Nós descobrimos que a velocidade de rotação vem da evolução da estrutura hemisférica, e assim demonstramos que os hemisférios e a rotação são compatíveis”, explica Waszek.

Até agora, disse o geofísico da Universidade de Cambridge, este era um problema importante da geofísica, “porque as velocidades mais rápidas eram incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno, uma vez que não havia tempo suficiente para as diferentes estruturas se compatibilizarem.

Para obter esses resultados, os cientistas utilizaram as ondas sísmicas que passaram pelo núcleo, 5.200 quilômetros abaixo da superfície da Terra, e compararam com o tempo de viagem das ondas refletidas na superfície do núcleo.

Posteriormente, as observaram as diferenças na rotação dos hemisférios leste e oeste, e descobriram que giram de maneira consistente na direção leste, porque a estrutura mais profunda é mais velha.

Estes resultados são importantes porque o calor produzido durante a solidificação e crescimento da convecção do núcleo interno, dirigem o fluido para as camadas exteriores do núcleo.

Via Natural GeoScience

Você também vai gostar disso:

Conte-nos o que achou da matéria usando o facebook