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Guido Mantega anuncia poupança de R$ 13 bilhões


 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta sexta-feira (30) a criação de uma poupança fiscal de 0,5% do PIB, o que significa hoje R$ 13 bilhões. Mantega disse que os recursos irão para o Fundo Soberano do Brasil, que foi anunciado, mas ainda não foi criado. O anúncio foi feito em entrevista coletiva à imprensa, em São Paulo. “É como se num momento de vacas gordas, você guarda uma poupança, que será utilizada em um momento de vacas magras”, disse.

“O governo resolveu fazer uma poupança fiscal de mais 0,5% do PIB. Essa poupança de 0,5% se dá em virtude da disponibilidade que nós estamos tendo de arrecadação. Nós estamos com o país crescendo mais, arrecadando mais e, portanto, existe uma poupança que pode ser criada. Essa poupança será colocada no Fundo Soberano”, disse.

O primeiro objetivo da poupança, que é uma espécie de aumento do superávit primário, segundo informou o ministro, é controlar a inflação. “A prioridade é o combate à inflação. A garantia de que a inflação está sobcontrole e continuará sobcontrole.”

“Embora o Brasil tenha taxas de inflação menores do que a maioria dos países emergentes, mesmo assim nós temos que tomar cuidado. Estamos empenhados em impedir que a inflação cresça no país”, destacou o ministro.

Segundo o ministro, além de uma política inflacionária, a poupança fiscal tem outra finalidade. “Em vez de gastar esse dinheiro, nós vamos guardá-lo para um dia, quando o nível de atividade retroceder, e isso poderá acontecer um dia não se sabe, nós teremos recursos para impedir que a economia tenha uma desaceleração.”

A poupança ainda depende da criação do fundo soberano. Questionado sobre em quanto tempo o fundo será criado, o ministro respondeu que, se houver “urgência urgentíssima”, serão 45 dias.

Segundo Mantega, o fundo soberano pode ser utilizado na compra de dólares, com objetivo de diminuir a desvalorização da moeda morte-americana ante o real. “Se julgar oportuna, se for conveniente, para ajudar o câmbio, poderá comprar dólares. Não é obrigatório, mas estará autorizado a comprar dólares. Ao fazer essa compra de dólares, estaria então influenciando o câmbio, de modo a diminuir a pressão que existe sobre o real”, destacou.

Grau de investimento

Guido Mantega também comentou a concessão do grau de investimento ao Brasil na quinta-feira pela agência de classificação de risco Fitch. Para ele, a principal implicação é o aumento dos investimentos estrangeiros no país.

“Não muda muita coisa, pois já era esperado. Gera um fluxo forte de investimento para o Brasil”, disse.



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Imprimir este artigo | Sexta-feira, 30 de Maio de 2008 | Escrito por Carlos Alberto

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