Atualizado em: 23 janeiro 2011

Ganhadores Premio Nobel da Paz – Fotos e Nomes

Em toda a história da humanidade, sempre tivemos pessoas notáveis que de alguma forma se destacaram positivamente das demais. Foram pessoas que acabaram contribuindo com a humanidade e sua evolução.

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Para essas pessoas que se sobresairam sobre as demais, foi criado o Prêmio Nobel. O prêmio foi instiduido pelo químico sueco Alfred Nobel – que por sua vez foi o inventor da dinamite.

Os Prêmios são entregues todo ano exatamente no mesmo dia do aniversário de morte do seu criado, dia 10 de dezembro.

Mas não é qualquer um que pode receber tal honraria. Os prêmios são destinados para pessoas que fizeram pesquisas importantes, criaram técnicas pioneiras ou deram contribuições destacadas à sociedade.

Mas como decidir quem será o condecorado do ano? Ao todo, o prêmio é destinado a 5 áreas, são elas:

  • Nobel da Paz (decidido por um comitê designado pelo parlamento norueguês)

Clicando em cada área do Nobel, você poderá ver também a relação de todos os ganhadores.

O anúncio dos condecorados é feito no mês de Outubro pelos diferentes comitês e instituições que realizam a escolha. A Fundação Nobel, não se envolve na escolha dos vencedores.

Basicamente, o prêmio é uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, gravada com seu nome, um diploma com a citação da condecoração e uma soma em dinheiro no total de 1 milhão de Euros.

No caso, a premiação em dinheiro é para que os condecorados possam trabalhar e continuar com as suas pesquisas sem nenhum tipo de pressão financeira

Não necessariamente o prêmio tenha que ir para uma única pessoa, mas pode ser dividido em até três pessoas ou simplesmente pode não ser concedido em um determinado ano. Geralmente, isso ocorre com o Nobel da Paz.

Até hoje nenhum brasileiro foi condecorado com tal prêmio. Abaixo, alguns brasileiros que quase chegaram lá.

1. Cesar Lattes

Sabe aquele gol que o juiz não marcou porque não viu a bola? Essa parece ser a única explicação para Cesar Lattes (1924-) não ter ganho o prêmio de Física de 1950. O brasileiro comprovou experimentalmente a existência da partícula subatômica méson pi e quem levou o prêmio foi o britânico Cecil Powell, que ajudou na redação do estudo

2. Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) não queria saber do jogo. Quando, em 1967, seu tradutor para o sueco pediu todas as suas traduções disponíveis, ele não quis colaborar. O pedido havia partido do comitê do Nobel de Literatura, mas não agradou ao mineiro. Ele dizia, em suas crônicas no Jornal do Brasil, que o merecedor era o amigo Jorge Amado

3. Celso Furtado

O paraibano Celso Furtado (nascido em 1920) é nossa esperança para a partida do próximo dia 10 de dezembro. Ele concorre ao prêmio de Economia. Apesar de a cartolagem do Nobel privilegiar economistas matemáticos, Furtado tem chances, pois o indiano Amartya Sen, que também estuda o desenvolvimento econômico, foi premiado em 1998

4. Jorge Amado

O baiano Jorge Amado (1912-2001) ofereceu perigo de gol até os últimos minutos do segundo tempo. Mas acabou partindo antes que o prêmio chegasse. O momento em que esteve mais próximo do Nobel de Literatura foi em 1967, logo após o sucesso de Dona Flor e seus Dois Maridos. Nesse ano, perdeu para o guatemalteco Miguel Angel Astúrias

5. Mario Schenberg

Mario Schenberg (1916-1990) foi o nosso Pelé da física teórica. Formulou, com George Gamow, o processo Urca, que explica a perda de energia nas supernovas comparando-a ao sumiço da grana nos cassinos da Urca (RJ). Schenberg trabalhou com os monstros sagrados Enrico Fermi e Wolfgang Pauli e sempre esteve na boca da área do Nobel

6. Maurício Rocha e Silva

O bioquímico carioca Maurício Rocha e Silva (1910-1983) fez uma grande jogada na briga pelo Nobel de Medicina. Ele descobriu a bradicinina, substância importante para a controle da pressão arterial, em pesquisa com o veneno da cobra jararaca. Infelizmente, os olheiros da academia não prestaram muita atenção no lance de Maurício

7. Sérgio Henrique Ferreira

O bioquímico paulista Sérgio Henrique Ferreira (1934-) é um jogador criativo e que não sai da área. Recebeu o passe de Rocha e Silva e desenvolveu a jogada, ajudando na criação de drogas a partir da bradicinina. Fez tabelinha com o britânico John Vane, num lance que valeu o Nobel de Medicina em 1982. Mas a cartolagem premiou só o gringo

8. Jorge de Lima

O alagoano Jorge de Lima (1893-1953) foi um talento reconhecido em 1947 por um olheiro do Nobel. Impressionado com a obra do poeta, Artur Lunkvist convenceu a academia a dar o Nobel de Literatura a ele no ano de 1958, já que havia uma lista de autores para ganhar antes. Infelizmente, Jorge morreu em 1953. E o Nobel só premia vivos

9. Otto Gottlieb

O único craque a disputar o Nobel de Química foi Otto Gottlieb (1920-), em 2001. Otto nasceu na República Tcheca e se naturalizou brasileiro. Nada mais natural para o cientista que, de tão apaixonado pelas nossas plantas, inventou um índice para medir a biodiversidade de ecossistemas como a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica

10. Carlos Chagas

Carlos Chagas (1878-1934) foi quem mais chutou a gol no time. Chegou a ser indicado quatro vezes em Medicina. O problema era que, no começo do século, a academia apitava pelos europeus e americanos. Só isso explica o fato de o primeiro e único cientista até hoje a identificar todo o ciclo de uma doença (o mal de Chagas) não ter sido premiado

11. Dom Paulo Evaristo Arns

Dom Paulo Evaristo Arns (1921-) foi um dos defensores da camisa canarinho na disputa pelo Nobel da Paz. Ele concorreu em 1990, mas teve que encarar o megacraque Dalai Lama, que ficou com o título. Dom Hélder Câmara, Zilda Arns, o sociólogo Betinho e até o presidente Lula também deram a sua contribuição para emplacar na categoria

Fonte: Tuto Mania

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