Atualizado em: 14 julho 2011

Fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour - Informações

Saiba tudo sobre a proposta de fusão de ativos do Brasil apresentada pela Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) ao Grupo Carrefour no dia 27 de junho.
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CarrefourFoi anunciado pelo Grupo francês Carrefour na ultima terça-feira o recebimento da proposta de fusão dos ativos nacionais do grupo com a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD). A CBD atualmente agrega as lojas Pão de Açúcar, Compre Bem e Extra e, caso a fusão seja de fato concretizada as duas empresas constituirão o maior grupo de varejo do Brasil. A proposta foi feita no dia 27 de junho pela Gama, empresa brasileira do fundo BTG Pactual e contará com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a fusão a empresa brasileira Gama se tornaria uma grande acionista do grupo Carrefour, que ocupa a segunda posição no ranking mundial do setor de distribuição, e teria uma participação estimada de 18% em seu capital. Mas o maior beneficiado com a fusão ainda seria o grupo francês, que tem resultados decepcionantes no Brasil e ainda perdeu no ano passado a liderança no setor de alimentos para a própria CBD.

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Sendo assim, a fusão proposta pela CBD implicaria na redução de custos dos produtos em paralelo ao grande potencial de venda da nova entidade, o que ajudaria a melhorar a rentabilidade do grupo Carrefour no mercado. O grupo deve reunir nos próximos dias um Conselho Administrativo para analisar a fundo a proposta apresentada pela CBD e posteriormente irá anunciar sua posição quanto à proposta.

Dinheiro Público

Pão de AçúcarA utilização de dinheiro público para a concretização da fusão entre os grupos ainda é bastante debatida e questionada. Há a possibilidade de que o BNDES empreste cerca de R$4,6 bilhões para que a operação se concretize, o que está provocando grandes controvérsias no Senado. A operação foi criticada por alguns parlamentares da oposição e houve até sugestão de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigação dos negócios relacionados ao BNDES.

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Dentre as acusações elaboradas contra a operação a mais impactante foi por parte de Demóstenes Torres (GO), segundo ele o BNDES tende a favorecer grandes conglomerados e deixar setores considerados menores “à míngua”. O senador ainda acrescenta que não há esperanças de que a oposição consiga derrubar a medida provisória, mas garante que vão tentar por todos os meios legais abrir uma CPI para investigação do BNDES.

 

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