Dólar sobe 0,32% e fecha a R$ 1,867, em dia de forte oscilação

SÃO PAULO, 25 de julho (Reuters) - O dólar seguiu de perto a volatilidade dos mercados estrangeiros e, após ensaiar uma forte valorização na metade do dia, fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 1,867.
A forte queda das Bolsas já havia tirado a moeda norte-americana, na véspera, dos menores níveis desde setembro de 2000. Em dois dias, o dólar acumula valorização de 1,47%.
O mercado de câmbio voltou a acompanhar o comportamento de Wall Street nesta sessão.
As Bolsas de valores em Nova York mostraram bastante volatilidade em meio à preocupação de que problemas no setor de crédito, especialmente em relação aos empréstimos imobiliários de alto risco, possam afetar o financiamento de fusões e aquisições.
“A Bolsa na Europa caiu bem, o S&P chegou a cair quase 1%”, disse Gustavo Cunha, operador de derivativos do Rabobank, para explicar a alta de 1,29% do dólar durante a sessão.
No período da tarde, porém, os principais índices nos Estados Unidos recuperaram os ganhos. Fortes lucros de empresas como Boeing e Amazon ajudaram a reduzir o mau humor dos investidores.
Segundo Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, essa volatilidade no exterior “se traduz em realização na Bovespa e retorno de capital ao país de origem”. Apesar de operar em leve alta no final da tarde, a Bolsa paulista chegou a cair mais de 2% no dia.
“Até sexta-feira deve ter uma volatilidade em função da sintonia entre as Bolsas… Saem mais alguns informativos que vão dar condições para que o mercado veja de maneira mais clara”, disse Arruda.
Ele explica, porém, que o volume de dólares trazido pelo comércio exterior se mantém consistente, pressionando a taxa de câmbio para baixo. “Só não está subindo mais porque o volume continua muito grande em relação aos exportadores, que ainda nao se desfizeram dos seus dólares aguardando uma eventual alta da moeda”, comentou.
Para o banco WestLB, inclusive, o superávit comercial que mantém o dólar em tendência de queda deve até aumentar. “Após 2001, o país não apenas registrou superávits comerciais em crescimento, mas a cada ano o dado foi maior do que o esperado inicialmente. Acreditamos que a mesma tendência será mantida neste ano e em 2008″, disse em relatório, citando como justificativa o crescimento global concentrado em países populosos e em desenvolvimento.
Alguns analistas, porém, têm dito que a desvalorização do dólar já começa a afetar aos poucos a balança comercial, que assiste a um crescimento mais rápido das importações do que das exportações.
Carlos Alberto Postigo, operador da corretora Action, citou também que o patamar baixo da moeda norte-americana devido às repetidas quedas nas últimas semanas também favoreceu ajustes pontuais na taxa de câmbio.
Na última hora de negócios, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Na operação, a autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8705 e aceitou, segundo operadores, dez propostas.
Fonte:terra
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