Atualizado em: 16 janeiro 2010

Dalva de Oliveira

Em 05 de maio de 1917 nascia Vicentina  Paula de Oliveira, filha de Alice do espírito Santo de Oliveira e Mário de Oliveira, marceneiro, saxofonista e malandro, o Mário Carioca. Vicentina teve uma infância pobre,viveu num orfanato por algum tempo,  uma adolescência sem nenhum  brilho, mas sempre no meio da música, fazendo parcerias com o pai, até que começou a cantar em locais públicos, sempre acompanhada pelo pai, o mulato Mario Carioca.

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Juntou-se a dupla a dupla Preto e em 1937 gravaram seu primeiro disco na RCA com as musicas Itaquari e a marcha Ceci e Peri. Nesta dupla o Preto era o cantor Nilo Chagas e o Branco era o Herivelto Martins, com quem acabou casando e tendo dois, o cantor Pery Ribeiro, um sucesso na Bossa Nova dos anos 70 e Ubiratan. A partir daí, já chamada de Dalva de Oliveira, com uma voz maravilhosa e diferenciada das outras cantoras da época, começou a atrair os olhos dos produtores, dando sinais claros de que o sucesso seria uma questão de tempo. Mais tarde formou o famoso grupo Trio de Ouro e ai foi um sucesso atrás do outro, até 1949. Mas nem tudo eram flores na vida da grande  diva do rádio, seu casamento, recheado crises, brigas e traições acabou com uma estrondosa cobertura nos jornais do país, como fim do casamento Dalva desfez o trio de Ouro e passou a investir na sua carreira solo.

Daí em diante Dalva tomou conta do rádio brasileiro, assumindo o cobiçado cetro de a “Rainha do Rádio”. A sua gravadora, Odeon, não vencia prensar discos  para os fãs de Dalva de Oliveira. Foi um período mágico na sua vida. Um novo casamento polêmico, com o argentino Tito Climent, em 1952, mudou o rumo da sua vida artística, saindo um tempo do Brasil, passando pela Inglaterra, onde maravilhou a Rainha com sua  voz afinada e maravilhosa e na terra do novo marido fez parte do grupo de tangos de Francisco Canaro, com o fracasso deste casamento, uma vida desregrada, onde o álcool era sua verdadeira companhia, acabou casando novamente, aos 47 anos com um jovem de 19 anos chamado Nuno.

Em 1965 sofreu um terrível acidente automobilístico que a deixou numa cama de hospital enquanto o pais rezava  pela sua melhora.Dalva livrou-se da morte e voltou a viver com seu jovem marido no casarão de Jacarepaguá. Saiu deste acidente com uma  cicatriz que cortava seu rosto, e lhe causava ainda mais dissabores. O tempo foi tomando conta de Dalva de Oliveira, novos cantores e cantoras foram surgindo, o ostracismo  assumiu o lugar do glamour e a grande cantora caiu no esquecimento. Sua vida cheia de altos e baixos, com vários sucessos como Madalena Chorou, Praça Onze, Vingança, alguns fracassos, desfilando em carrões ou andando de lotação, tendo a bebida como as grande parceira Dalva, teve um fim melancólico as 17 h do dia 31 de agosto de 1972.

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