Atualizado em: 15 outubro 2011

Códigos QR se tornaram uma ameaça para o Android

Os códigos QR são uma evolução do código de barras, e podem ser lidos por smartphones que executam as instruções contidas neles, mas se tornaram uma ameaça.
Código QR na capa da revista Veja

Código QR na capa da revista Veja

Parece que os hackers estão de olho nos smartphones que operam com Android, o sistema operacional móvel da Google.

Esta plataforma se tornou a mais atacada por aplicações maliciosas. Os malwares direcionados a estes telefones aumentaram em 76 por cento, e de acordo com o SecureListen, um site especializado em segurança de computadores, foram descobertos novos códigos maliciosos QR desenvolvidos para atacar este sistema operacional .

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Código QR que, se executado, abrirá meu perfil no Facebook

Código QR que, se executado, abrirá meu perfil no Facebook

Os códigos QR são um sistema para armazenar informações em uma matriz de pontos. São parecidos com um código de barras tradicional, embora muito maior, uma vez que podem armazenar mais de 7.000 símbolos numéricos ou quase 4.300 alfanuméricos.

Estes códigos têm a capacidade de incorporar texto ou links que instalam trojans maliciosos em telefones celulares.

O problema é que não se sabe a priori o que há por trás deles até que eles sejam carregados em um smartphone, de modo que a leitura é feita às cegas.

O código ao lado é inofensivo, fazendo o smartphone ir para o perfil do Facebook deste editor que vos escreve, porém poderia lhe enviar para um vírus.

Neste momento, o QR é desconhecido da maioria das pessoas, até mesmo de gente que se interessa por eletrônicos, porém, uma vez que está se popularizando nos EUA, acabará por chegar nas terras descobertas (oficialmente) por Cabral.

O sistema é cada vez mais presente no mercado de revistas, anúncios, banners, etc., e, portanto, representa uma ameaça aos consumidores.

Nada impede que um invasor troque o código QR de uma revista famosa por um adesivo com um código modificado que levará o smartphone a instalar um aplicativo malicioso, cujas consequências são imprevisíveis, porém quase sempre muito danosas.

Uma vez que está se tornando cada vez mais comum colocarmos dados de acesso a serviços Web em smartphones, tais como contas de e-mail, redes sociais e até mesmo informações bancárias, estes aparelhos estão se tornando rapidamente o elo mais fraco da cadeia.

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