10/08/07 - 11:59 am

Chefe do tráfico Colombiano será levado para presídio de Beira-Mar


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A Justiça de São Paulo autorizou a transferência do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez-Abadía para a Penitenciária Federal de Campo Grande , em Mato Grosso do Sul. Ele está detido desde terça-feira no prédio da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, na Lapa.

Abadía foi preso na terça-feira, em uma mansão em Aldeia da Serra, região metropolitana de São Paulo. No mesmo dia, ele teve a prisão preventiva decretada pela 6ª Vara Federal Criminal. O colombiano, também conhecido por Chupeta, era um dos traficantes mais procurados do mundo. Ele deve ser extraditado para os Estados Unidos.

A transferência de Abadia já foi autorizada pelo juiz federal Odilon de Oliveira, o corregedor do presídio, e deverá acontecer ainda nesta sexta-feira. O traficante deverá chegar à Base Aérea de Campo Grande em um jato da Polícia Federal e então será levado ao presídio sob forte escolta de policiais e agentes penitenciários federais.

O novo endereço de Abadia foi determinado por razões de segurança. Com uma fortuna estimada em US$ 1,8 bilhão, o traficante é acusado de ser o chefe do Cartel Valle do Norte, principal fornecedor da cocaína consumida nos Estados Unidos, e é considerado o sucessor de Pablo Escobar, morto em 93.

Na quinta-feira, ele prestou seu segundo depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo. O traficante confirmou todas as acusações e não negou nenhum crime.

Segundo a Polícia Federal, Abadía estava no Brasil para lavar o dinheiro do narcotráfico, mas, mesmo assim, não deixava de traficar em outros países.

No dia 25 de julho, a penitenciária recebeu o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos principais fornecedores de cocaína para o Rio de Janeiro.

A Penitenciária Federal de Campo Grande é considerada a mais segura do País. Com capacidade para 208 presos em celas individuais, a prisão monitora os detentos 24 horas por dia com um sistema de câmeras ligadas diretamente ao Departamento Penitenciário Nacional, em Brasília.

As visitas precisam ser cadastradas previamente pela direção e não têm contato físico com os prisioneiros. As conversas ocorrem através de uma barreira de vidro. Um sistema de rodízio dos horários de banho de sol também reduz o contato entre os presos, de modo a evitar que eles estabeleçam laços.

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