Atualizado em: 27 setembro 2011

Brasil sobe no ranking de tecnologia

Brasil está logo atrás da China, na 39ª posição, mas a falta de talentos no setor de tecnologia, atrapalha a competitividade e a inovação do pais.
Inovação tecnológica brasileira cresceu

Inovação tecnológica brasileira cresceu

O Economist Inteligence Unit, um órgão da Business Software Alliance (BSA), divulgou um estudo onde revela que o Brasil subiu para a 39ª posição entre os países que mais investiram em pesquisas e infraestrutura.

Em entrevista concedida à BBC Brasil, Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil, afirmou que “o crescimento da pontuação brasileira na categoria ‘pesquisa e desenvolvimento’ foi o maior responsável tanto pela evolução na pontuação geral do Brasil, como em sua posição no ranking”. Segundo Caramuru, a pontuação do Brasil saltou de 1,6 na primeira edição do estudo em 2007 para 21,2 na edição deste ano.

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Este ranking, que deve ser entendido pelo prisma da competitividade, o principal parâmetro que mede, revela que o Brasil está bem à frentes dos demais países da América Latina, exceto o Chile, líder regional, e logo atrás da China.

Falta de talentos limita crescimento tecnológico

A carência de pessoal capacitado, sinaliza que, se o mercado profissional não sofrer mudanças, logo haverá falta de profissionais qualificados para atender todo o setor de tecnologia de informação e tecnologia.

Caramuru disse que há uma crise de talentos no mercado de TI brasileiro. “A avaliação aponta para a necessidade de um aprimoramento do currículo dos cursos de ciências da computação, bem como de um estímulo à essa opção de carreira entre estudantes”, disse.

“Hoje estima-se que existam 90 mil vagas não preenchidas neste setor no Brasil, e uma projeção da FGV avalia que, em 2014, esse déficit pode chegar a 800 mil”, complementa Caramuru.

Futuro

Se não houver estímulo governamental para que os estudantes ingressem em carreiras ligadas a tecnologia, o Brasil facilmente ficará estagnado neste segmento. Para se ter uma ideia, na Índia, dois terços dos estudantes cursam ciências exatas e engenharia, enquanto que no Brasil, são apenas 14 por cento.

O estudo da BSA aponta ainda que há necessidade de investimento em carreiras voltadas para o mundo dos negócios, suprindo a carência de pessoal qualificado para levar o produto brasileiro à outros mercados.

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