Atualizado em: 17 fevereiro 2011

México quer proibir Call of Juarez

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Em Call of Juarez: O Cartel, você pode jogar como homens armados contra um cartel de drogas no México. Deputados do país estão pedindo que o governo de proibir a sua venda.

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O mundo dos jogos é mais uma vez, a estrela de uma nova polêmica. Desta vez o cenário da disputa é o México e o local do debate é Ciudad Juarez.

A Ubisoft, empresa francesa de jogos de vídeo, está trabalhando em uma continuação de sua popular série “Call of Juarez”, que será chamada de “O Cartel” (“El Cartel”).

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Nesta nova versão, em uma das suas missões, a cidade mexicana localizada na fronteira dos EUA tem sido palco de uma onda de violência nos últimos anos.

O jogo, que tradicionalmente lida com pistoleiros no Velho Oeste será adaptado à vida moderna e irá assumir o papel de um pistoleiro que embarca em uma jornada que o levará da cidade de Juarez, no México ao coração de Los Angeles.

“O jogo vai trazer os melhores elementos do Velho Oeste até os tempos modernos com uma história relevante e cheia de energia”, diz a empresa.

México quer proibir a venda

No México, o lançamento do jogo desperta paixões, embora talvez não as esperadas pela Ubisoft.

O congresso do Estado de Chihuahu, ao qual pertence Ciudad Juarez, aprovou na quarta-feira uma moção para pedir que o governo do país proíba a venda deste jogo no México.

Os membros do Estado dizem que o jogo procura fazer uma apologia da situação de violência por que passa Ciudad Juarez.

Na cidade de fronteira morreram 3.060 pessoas em 2010. No início do ano, Juarez concentrou 46% dos assassinatos violentos cometidos no país, embora as autoridades digam que o número foi reduzido para um terço no final do ano.

A cidade foi devastada por uma guerra entre cartéis de drogas para o controle da passagem de drogas para os Estados Unidos e há contínua presença de gangues no local.

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