Atualizado em: 21 junho 2012

Revolta de Beckman: Causas, Conseqüências e Objetivos

A Companhia de Comércio do Maranhão trouxe muitas dificuldades para donos de engenho, que recebiam menos que o esperado por suas mãos de obra. Além da escravidão indígena, Portugal mostrou-se injusto, abusando dos direitos, trazendo também escravos africanos. Mas com a Revolta de Beckman, liderada pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, o Brasil começa a ter uma outra importância, tentando enfrentar a crise, após a Insurreição Pernambucana.
Você Sabia?
Nessa época, com a divisão das Capitanias Hereditárias, os Holandeses invadiram outros espaços do Brasil, até serem expulsos em meados de 1654. Com isso, o Brasil ganhou liberdades, mas acarretou em uma crise, pois a exportação da cana-de-açúcar não era apenas realizada pelos Portugueses como também os Hola
Revolta de Beckman

A mão-de-obra escrava indígena foi abolida no dia 1° de Abril de 1680.

A Revolta de Beckman ou Revolta de Bequimão foi um movimento ocorrido no ano de 1684, dada e liderada pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, contra Companhia de Comércio do Maranhão, ocorrida no Estado do Maranhão, que naquela época as capitanias eram compostas por Maranhão, Pará, Piauí e Ceará.

Companhia de Comércio do Maranhão

No ano de 1684 era ainda o ano da mão de obra escrava, dada por escravos negros e nativos brasileiros. A Companhia de Comércio do Maranhão trabalhava com produtos e tecidos, exportando-os de países europeus, como Portugal e Índia. Enquanto nesse tempo, os jesuítas ensinavam os indígenas a catolização e educação, a Companhia importava e exportava algodão, cacau, tabaco, cana-de-açúcar, entre outros, tudo isso com a a mão escrava tanto indígena quanto negra.

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Na Companhia, existia uma Constituição em que, era necessário que 10 mil escravos negros fossem enviados ao Brasil. Revoltados, -primeiro que nunca aceitaram a escravidão indígena, pois quando aceitaram a sua vinda de Portugal para cá unicamente para a catolização- os jesuítas recorreram à Coroa, a fim de acabar com a escravidão indígena, onde criou-se outra Constituição, uma carta abolindo a escravização nativa, em 1° de Abril de 1680.

A Revolta dos Senhores de Engenho

A Companhia usava artifícios em que, a mão de obra fosse a favor de seus projetos. Os produtos de qualidade baixa e barata, eram vendidos a preços absurdos, tanto europeus quanto brasileiros. Alguns senhores de engenho ficaram revoltados tanto com o valor posto de alimentos e produtos quanto a abolição dos indígenas. Porém, os irmãos, também senhores de engenho, Manuel e Tomás Beckman e Jorge Sampaio, mudaram o cenário criando assim a Revolução de Beckman.

Com a ajuda de outros senhores de engenhos, invadiram os armazéns da Companhia. Revoltados com o movimento nativista, a Metrópole Portuguesa enviou um novo Governador do Estado do Maranhão, Gomes Freire de Andrade, intervindo e enviando o mandato de prisão ao causadores daquela revolução.

Tomás e Manuel, entre outros senhores de engenho foram presos, porém Manuel conseguiu escapar da prisão, deixando a suspeitar que voltaria a buscar seu irmão. Mesmo com soltados e autoridades, o governador Gomes ofereceu a quem conseguisse capturar Manuel o cargo de Capitão dos Ordenanças. Lázaro de Melo, afilhado de Manuel, traiu o padrinho e o entregou a coroa. Manuel e Jorge foram condenados à forca, dizendo assim, que “se sentiam felizes morrendo por Maranhão”. Tomás foi expulso das terras e outros senhores de engenho foram condenados à prisão perpétua.

A revolta acarretou a extinção da Companhia, em 1685 e muitos jesuítas, apenas que estavam ao seu lado e a favor dela, foram expulsos do Brasil., também acarretando a abolição do estanco.

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