Atualizado em: 29 setembro 2011

Os Sertões - Resumo

Veja neste artigo, o resumo da obra “Os Sertões” de Euclides da Cunha

Euclides da Cunha nasceu no ano de 1866 e morreu, em 1909, assassinado em um duelo pelo amante de sua esposa. Durante sua vida, viajou muito, escreveu a obra “Os Sertões”, inspirado em sua experiência como correspondente jornalístico do Estado de São Paulo na Guerra de Canudos e tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras.

Sua obra, “Os Sertões”, explora com certa crueldade e pessimismo o contraste cultural entre o sertão e o litoral brasileiro e apresenta importantes questionamentos sociológicos, antropológicos, históricos e políticos.

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A narrativa, recheadas de descrições exatas sobre a geografia, a geologia, o clima, a formação social e a zoologia do sertão brasileiro, reflete um Euclides cientificista que de forma incrível narra a história da insurreição de um grupo de fanáticos religiosos liderados por Antônio Conselheiro.

Resumo

Na primeira parte, A Terra, o autor descreve todos os aspectos geográficos e climáticos do sertão de forma precisa e científica.

Na segunda parte, O Homem, Euclides narra as origens de Canudos e conta a história de Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antônio Conselheiro, que após se abandonado pela esposa, foge para cidade e passa a perambular pelo sertão carregando um cajado e conquistando seguidores. O pregador, de acordo com o autor, muitas vezes falava frases desconexas, confusas e esquisitas, mas “arrebanhava” milhares de fiéis.

A igreja não o via com bons olhos e, por isso, solicitara ao governo a internação do pregador, mas como não havia vaga, nada foi feito e Antônio Conselheiro continuou a pregar pelo sertão.

O primeiro choque entre o grupo de Antônio Conselheiro e a polícia se deu quando o profeta incitou o povo de um vilarejo a deixar de pagar os impostos cobrados pelo governo. Após esse combate, em que ambos os lados sofreram perdas, Conselheiro encontrou uma fazenda abandonada, longe dos olhos do governo, e acabou criando Canudos, vilarejo onde todos eram bem vindos.

Na terceira parte, A Luta, o autor relata todas as investidas do Exército contra Canudos que, na ocasião, já possuía uma população de cerca de 20 mil habitantes.

O primeiro embate ocorreu devido a um boato que correu o vilarejo e perturbou os moradores. A população acreditava que seria atacada pelos homens de Conselheiro em retaliação ao governo que não mandara madeira para a construção da igreja de Canudos.

Soldados foram enviados a Canudos e os homens de Conselheiro reagiram e venceram a batalha. O exército realizou mais três tentativas e apenas na quarta e última, conseguiu conter os sertanejos de Canudos, causando muitas mortes e destruição.

 

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